Cidades
Leonardo � uma pessoa muito perigosa
O secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, disse que Leonardo Lourenço, que é natural de Brasília, respondia a quatro processos por roubo e furto de veículos na capital federal. ?Ele veio para Maceió fugindo de Brasília, onde responde a quatro processos por roubo e furto de veículos e estava na iminência de ser preso. Leonardo é uma pessoa muito perigosa e agora, com sua prisão, vamos investigar sua participação em outros crimes?, afirmou Davino. Os policiais do Tigre fizeram uma busca na residência de Leonardo, no bairro do Bom Parto, e encontraram uma relação com nomes e telefones de mulheres, fita adesiva, documentos pessoais, fotos, um bilhete com uma mensagem religiosa e psicotrópicos. O delegado de Roubos e Furtos, Cícero Lima, foi indicado pelo secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, para assumir as investigações do assassinato da professora Maria Gonçalves Costa. O caso vinha sendo investigado pelo delegado Jobson Cabral. Cícero Lima deve indiciar os três acusados por latrocínio (roubo seguido de morte), ocultação de cadáver e estupro. Lima também vai investigar a possível participação de Leonardo Lourenço, José Carlos da Silva e Mário Jorge de Lima em outros crimes em Alagoas. O grupo é suspeito de furtos, seqüestros relâmpago e estupros em Maceió. Os policiais que participaram das investigações afirmaram que as informações passadas pelo irmão de criação da professora, Klemisson Cordeiro dos Santos, e várias informações anônimas ajudaram a identificar Leonardo Lourenço. ?Sexo selvagem? Segundo policiais do Tigre, Leonardo havia realizado cursos de defesa pessoal e de tiro em Brasília. Os policiais ficaram surpresos com a frieza e a tranqüilidade de Leonardo, que teria confessado que era praticante de ?sexo selvagem?. ?Leonardo mostrou muita frieza quando falava do assassinato da professora. Ele aparentava tranqüilidade e deixou transparecer que era um maníaco sexual. Ele disse que gostava de sexo selvagem. Por coincidência, encontramos, em poder dele, uma lista com nomes e telefones de várias mulheres, além de um mapa para chegar à residência de uma suposta vítima que reside no conjunto Alfredo Gaspar de Mendonça?, revelou um dos policiais do Tigre que participou da operação para prender Leonardo e os outros dois acusados. (G.F.) Leia mais sobre o caso Maria nas páginas A14 e A15