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“N�o ajudei a matar Maria”

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Cúmplice de Leonardo Lourenço, o ambulante José Carlos da Silva, 24, alegou que não participou do seqüestro, estupro e assassinato de Maria Gonçalves Costa. Ele declarou ter ficado esperando a volta do comparsa ao Conjunto Santo Eduardo, onde a vítima morava. ?Não ajudei a matar Maria. Só ficamos juntos quando entramos na casa dela e pegamos tudo que tinha maior valor, porque o carro era pequeno. Em seguida, levamos tudo para a casa dele?, declarou o segundo acusado. José Carlos contou que o técnico em refrigeração Leonardo Lourenço pretendia roubar o patrão, e já havia montado uma trama para cometer o crime. No entanto, desde o último domingo, não falavam no assunto. O ambulante garantiu que só ficou sabendo da morte da professora na segunda-feira, quando o caso foi divulgado pela imprensa. ?Ele [Lourenço] não me disse nada quando chegou. Estava mais preocupado em pegar as coisas na casa dela?, declarou. José Carlos disse que, quando tomou conhecimento da morte de Maria, ?aconselhou? Leonardo a abandonar o Palio. Disse ter ido com ele deixar o veículo em Murici. ?O carro já estava há tempo demais com a gente e tinha sido visto na casa da Maria. Por isso, era melhor deixá-lo em qualquer lugar?, completou. Segundo José Carlos, o Palio foi tomado em assalto num shopping em Mangabeiras. ?Quando a mulher percebeu que era assalto, foi logo se colocando à disposição para fazer saques em caixas eletrônicos. A gente nem queria o dinheiro dela. Mas como ela retirou R$ 1 mil, viajamos para Murici e gastamos o dinheiro numa farra?, confirmou o acusado. Ele alegou que ?se soubesse que Leonardo ia matar Maria, não tinha se envolvido no crime. Era melhor nem ter conhecido ele?. ?Não posso assumir o que não fiz. Se ele [Leonardo] matou a namorada, é problema dele. Meu crime foi pegar as coisas. Agora estou enrascado, mas não vou dizer que matei e estuprei uma pessoa sem ter feito isso?, concluiu o ambulante. O terceiro suspeito, Mário Jorge de Lima Oliveira, 28, foi inocentado do envolvimento no assassinato da professora, prestou depoimento, na madrugada de ontem, na CIAPC III, em Cruz das Almas, como testemunha e foi colocado em liberdade pelo delegado Cícero Lima. Mário confirmou ter conhecido Leonardo há dois meses, quando ele passava pela Rua Albuquerque Lins, no Farol, onde mora, fazendo entrega de aparelhos de refrigeração. ?Ele veio com uma conversa bonita sobre armas e perguntou se eu tinha como conseguir um revólver 38. Percebi que ele queria dar uma de esperto e concordei em fazer o favor. Ele me deu R$ 300,00. Terminei dando um ?tombo? nele e não comprei o revólver?, revelou a testemunha. Mário era acusado de comprar a arma para Leonardo. O equívoco foi desfeito e ele liberado pela polícia, que descobriu que foi o próprio acusado quem adquiriu o revólver usado para matar Maria Gonçalves Costa.

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