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Negociação

DEPOIS DE UMA SEMANA, AGENTES DE SAÚDE DEIXAM PRÉDIO DE SECRETARIA

Desocupação acontece depois de Prefeitura de Maceió recuar e abrir um canal de diálogo com a categoria

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Agentes de saúde deixaram prédio da Secretaria de Finanças e Economia nesta terça-feira
Agentes de saúde deixaram prédio da Secretaria de Finanças e Economia nesta terça-feira -

Após uma semana de ocupação na Secretaria de Finanças e Economia de Maceió (Semec), os agentes de saúde comunitários decidiram desocupar a sede da pasta, que fica no Centro de Maceió. Isso só ocorreu após a Prefeitura de Maceió recuar e abrir um canal de diálogo com a categoria que, até esta terça-feira (6), não havia tido sinalização do órgão municipal sobre o pagamento do piso salarial cobrado pela classe. A desocupação ocorreu na noite desta terça-feira (6), após a Justiça, por meio da 14º Vara da Fazenda Pública, convocar uma audiência de conciliação. A audiência foi realizada na Câmara de Vereadores entre representantes da categoria, da Prefeitura de Maceió e com a presença do Centro de Gerenciamento de Crises. A Justiça também havia determinado a desocupação do prédio público. Segundo o Sindicato dos Agentes de Saúde Comunitários de Maceió, a retirada dos agentes do prédio só ocorreu porque, pela primeira vez, a Prefeitura aceitou “sentar à mesa de negociação”, disse um dos representantes do movimento. Ainda de acordo com o sindicato, a Prefeitura de Maceió não sinalizou sobre o que vai decidir quanto ao pagamento do piso salarial, mas na audiência de conciliação, ficou decidido que a categoria e o órgão municipal irão se reunir na próxima quinta-feira (15) para discutir o assunto. Após a reunião desta terça-feira, os servidores realizaram uma assembleia e optaram por deixar o prédio.

A categoria pleiteia o pagamento do piso salarial, promulgado em maio deste ano, pelo Congresso Nacional, por meio da Emenda Constitucional 120, que garante um piso salarial nacional de dois salários mínimos (R$ 2.424,00 em 2022). De acordo com os profissionais, a Prefeitura Municipal apenas implantou uma complementação salarial após a aprovação da lei que estabelece o piso, contrariando a legislação.

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