Cidades
Caso Maria: legista pede exames complementares
FELIPE FARIAS O médico legista Luís Carlos Gusmão, responsável pelos exames no corpo da professora Maria Gonçalves Costa, assassinada pelo namorado há uma semana, deve pedir exames extras nas amostras colhidas pelo Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, antes de emitir o laudo sobre o caso. Os exames devem servir para reforçar as circunstâncias do crime e o papel do principal acusado e autor confesso do crime, Leonardo Lourenço. Em entrevista exclusiva à GAZETA, publicada ontem, Leonardo afirmou que não estuprou e nem torturou a professora. A reportagem da GAZETA tentou localizar o diretor do IML e o próprio médico legista, mas eles não foram encontrados. Segundo o diretor geral do Centro de Perícias Forenses (CPFOR), perito Ailton Villanova, o laudo só deve ser revelado à Justiça. ?O doutor Luís Carlos dificilmente permite que fiquem dúvidas em seus laudos, que são muito bem elaborados. Ele também nunca adianta o resultado desses laudos, nem mesmo para seus superiores hierárquicos?, limitou-se a dizer Ailton Villanova. O CPFOR reúne todas as unidades que realizam exames forenses. Um dos exames de rotina em casos dessa natureza é o de conjunção carnal, que aponta se há na vítima lesões que atestam que houve estupro ou algum outro tipo de violação sexual. Esse é o exame decisivo realizado em mulheres que denunciaram ter sido vítimas desse crime.