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ACIDENTES: HGE ATENDE MÉDIA DE 7 CRIANÇAS E ADOLESCENTES POR DIA

De janeiro a agosto deste ano, o Hospital Geral do Estado atendeu 1.870 vítimas de até 14 anos

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Segundo dados do Samu, de janeiro a agosto deste ano, foram 96 atendimentos de vítimas de acidente de trânsito
Segundo dados do Samu, de janeiro a agosto deste ano, foram 96 atendimentos de vítimas de acidente de trânsito -

Pesquisa do Instituto Bem Cuidar da Organização da Sociedade Civil (OSC) mostra que somente no ano passado foram registrados mais de 110 mil casos de internações de crianças e adolescentes no Brasil, causadas por acidentes. Em Alagoas, somente no Hospital Geral do Estado (HGE), de janeiro a agosto deste ano, foram 1.870 vítimas de até 14 anos. Uma média de 7,72 casos por dia. No ano passado mais de 4,8 mil de até 14 anos foram atendidos na unidade e 6,7 mil de 2021 até agora. O HGE pertence a primeira Macrorregião de Saúde, formada por 56 municípios da Grande Maceió, Zona da Mata, Vale do Paraíba e Litorais Norte e Sul, que reúnem mais de 2 milhões de habitantes. De acordo com a pesquisa, no Brasil, os números revelam um crescimento de 5,3% no total de casos de internações entre a faixa etária de 1 a 14 anos em relação a 2020 e traz como as principais razões as quedas, responsáveis por 44% dos acidentes; as queimaduras, com 19% das ocorrências; e as intoxicações, que chegaram a atingir 5% do universo avaliado. O levantamento mostrou que do total de acidentes ocorrido nos estados, 90% deles poderiam ser evitados por meio de ações comprovadas de prevenção, como dicas simples aos pais, familiares e responsáveis para tornar o ambiente doméstico mais seguro, promovendo a cultura do cuidado de qualidade. No HGE, 4,8 mil pessoas de 0 a 14 anos deram entrada na unidade no ano passado em decorrência de acidentes. Desse total, 3.207 de janeiro a agosto. Em 2022, tomando como referência o mesmo período, foram 1.870 vítimas. O hospital informou que, tomando como base os meses de 2021, os atendimentos a menores com idades entre 0 a 14 anos, em razão de acidentes casuais, corresponderam a 4.424 casos. Em seguida foram assistidos 126 menores em razão de queimaduras, 110 em decorrência de acidentes com bicicleta, 89 por atropelamentos, 64 por quedas de moto, 41 em razão de colisões, nove por afogamentos e sete por capotamentos.

“Os pais, ou responsáveis, precisam redobrar a atenção quando o assunto é prevenir acidentes com as crianças, pois tudo pode ser um agente causador de traumas físicos e psicológicos. Quando maiores, é importante o diálogo para esclarecer dúvidas e informá-las sobre o que fazer para evitar o acidente, e como agir caso o acidente exista, com ela mesma ou com outra pessoa. Quando ainda não possuem essa compreensão, a única alternativa do adulto é tomar posse da responsabilidade: jamais transferir esse cuidado a outro menor ou adulto incapacitado; utilizar os equipamentos de segurança; instalar barreiras de acesso para locais que oferecem riscos (como escadas e cozinha) e realizar manutenções preventivas”, cita o cirurgião geral e de trauma, Álvaro Bulhões, que atua no HGE. O cirurgião Álvaro Bulhões reforça ainda a importância de supervisionar o banho (de banheira, chuveiro, piscina, praia, rio, lagoa etc.); proteger tomadas; retirar do alcance os objetos tóxicos, quentes ou que possam ser levados à boca; instalar grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos; não usar toalhas de mesa compridas. Todas essas são medidas que podem evitar os acidentes com crianças”, esclarece o médico.

PALAVRA É PRECAUÇÃO

“Com a estabilização da pandemia de Covid-19, nossos principais índices voltaram a ser os acidentes de trânsito. Infelizmente, assim como nas ocorrências com adultos, este tipo de situação também é a mais comum entre crianças e adolescentes. Além disso, também são constantes as ocorrências de acidentes domésticos como queimaduras, quedas, cortes em casa e envenenamento, este último, muitas vezes por crianças que, induzidas pelas cores vibrantes de produtos de limpeza, acabam ingerindo as substâncias”, destaca Jhonat Silva, Médico Supervisor Geral do Samu Alagoas. “A palavra chave é precaução. No trânsito, além da direção defensiva, usar os equipamentos de proteção devidos para cada idade é fundamental para reduzir as sequelas em caso de acidente, caso aconteçam. Transportar crianças pequenas sem cadeirinha especial ou outros passageiros maiores sem cinto de segurança é assumir a responsabilidade de agravamento dos acidentes, caso eles aconteçam

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“Em casa, outros cuidados também podem ser tomados para diminuir as chances de acidentes: deixar produtos de limpeza e venenos contra animais fora do alcance de crianças é um passo importante. Além disso, temos que prestar bastante atenção na cozinha, a parte da casa onde mais acidentes podem acontecer, como queimaduras e cortes”, informou o médico supervisor.

Em todos os casos, é importante destacar que não se deve fazer nenhum procedimento sem orientação médica, para não agravar o ferimento ou a situação clínica dos pacientes, segundo Jhonat Silva. “Em todos os casos, a gente orienta que a população ligue 192 imediatamente para receber as informações adequadas para cada caso”, conclui o supervisor do Samu. De acordo com dados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), de janeiro a agosto deste ano, foram 96 atendimentos de vítimas de acidente de trânsito (42 pela central de Maceió) e 54 (Central de Arapiraca); 64 crianças e adolescentes sofreram queda da própria altura (42 Maceió) e 22 (Arapiraca) e 50 quedas de moto (27 atendidas pela Central de Maceió) e 23 pela Central de Arapiraca. Foram 394 atendimentos no período de janeiro a agosto.

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