História
INDÚSTRIA FORNECIA CASAS EM VILAS LOCALIZADAS NAS PROXIMIDADES DO PARQUE
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Como era comum no início da industrialização no setor e para “fidelizar” os operários, os patrões forneciam a moradia em vilas construídas próximas à fábrica. Havia 316 casas na vila operária de Saúde. A fábrica empregava, inicialmente, 520 pessoas, diretamente. A maioria morava na vila. Havia empregados que residiam em bairros próximos como Riacho Doce, Garça Torta, Pescaria, Ipioca, entre outros. “Ninguém pagava nada para morar na vila”.
Ao descrever como a vila, Luiz contou que tinha padaria, comércio, campo de futebol, quadra de basquete, um pequeno clube onde ocorriam as festas de fim de ano, de carnaval, juninas, posto de saúde e praças. A água consumida era retirada acima da barragem do rio Saúde. Havia um trecho abaixo da barragem que era reservado as lavadeiras, outro trecho para banho feminino e por último ficava o banho masculino. “Além das famílias de operários, as famílias dos patrões [os Nogueiras] também consumiam a água do rio”.
O dono da fábrica, o industrial Aluízio Nogueira, trabalha com dois filhos engenheiros: Alberto e Fernando Nogueira. O escritório central da fábrica funcionava na Praça Palmares e depois mudou para a Rua do Sol e ficava próximo ao Hotel Beiriz, no centro de Maceió. O hotel também era dos Nogueiras. Hoje, no local funciona a Perícia da Secretaria de Segurança Pública do Estado.
FECHAMENTO E TRISTEZA
A crise econômica, a queda na produção de algodão do Nordeste por causa da praga que dizimou a cultura, a importação de matéria-prima do sul e sudeste do País, a falta de uma política econômica de incentivo às indústrias têxteis, a invasão de tecidos estrangeiros no mercado brasileiro e gerenciamento na opinião dos operários, foram os principais motivos que causaram o fechamento da fábrica de saúde e de outras indústrias de Alagoas. “Acho que, além desses problemas, a morte do industrial Aluízio Nogueira também contribui muito”, diz Luiz Paulino. Ele contou que, após a morte do empresário, os irmãos Alberto e Fernando Nogueira passaram a comandar a fábrica: “Um tomava conta do parque fabril e o outro gerenciava o escritório central, em Maceió”. AF
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