Saúde
ALAGOAS É O 5º DO NE E O 14º DO PAÍS EM CASOS SUSPEITOS DE VARÍOLA
Até esta segunda, o estado notificou 236 casos suspeitos da doença, dos quais 130 foram descartados
O boletim do Ministério da Saúde (MS) mostra que Alagoas ocupa a 5ª posição no Nordeste e a 14ª no Brasil em casos suspeitos de varíola dos macacos – monkeypox. Os dados referem-se até esse domingo (11). Com 96 casos em investigação e quatro confirmados, o estado contabiliza mais notificações do que o Rio Grande do Norte, Piauí, Paraíba, Sergipe e Maranhão, que apresentam, respectivamente, 57; 43; 30 e 23. Nesses quatro Estados, os dados são de sexta-feira (9).
Todos os casos positivos são do sexo masculino, tendo como municípios de residência Maceió e Murici, com idades de 37, 35 e dois com 25 anos. O primeiro tem 25 anos e reside em Murici e o segundo caso de varíola dos macacos tem 35 anos de idade, com histórico de viagem para fora do Brasil. O terceiro caso de varíola dos macacos confirmado, até o momento, trata-se de um homem de 37 anos, morador de Maceió. O quarto caso, confirmado no dia 7 de setembro, é de um homem de 25 anos.
BOLETIM
Até esta segunda-feira (12), o estado de Alagoas notificou 236 casos suspeitos da varíola dos macacos. Deste total, 130 ou 55,1% dos casos foram descartados e 92 ou 39% deles seguem sendo investigados pelos órgãos de saúde. As informações são da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Segundo informações da Sesau, até esta segunda-feira, quatro casos da varíola foram confirmados em Alagoas e dois são apontados como prováveis. Maceió é o que possui o maior quantitativo de casos (125; 53,09%) seguido de Arapiraca (21; 8,9%) e Delmiro Gouveia com (12; 5,1 %) respectivamente. Dos casos positivos, todos são do sexo masculino, tendo como municípios de residência Maceió (03) e Murici (01), com idade de 37, 35 e 25 (02) anos, respectivamente. Foram excluídos 03 casos por não atenderem definição proposta pelo Ministério da Saúde dos seguintes municípios: Pindoba, Maragogi e Viçosa. A varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. A Organização Mundial de Saúde (OMS) descreve quadros diferentes de sintomas para casos suspeitos, prováveis e confirmados. Passa a ser considerado um caso suspeito qualquer pessoa, de qualquer idade, que apresente pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável e esteja em um país onde a varíola dos macacos não é endêmica. Se este quadro for acompanhado por dor de cabeça, início de febre acima de 38,5°C, linfonodos inchados, dores musculares e no corpo, dor nas costas e fraqueza profunda, é necessário fazer exame para confirmar ou descartar a doença. Casos considerados “prováveis” incluem sintomas semelhantes aos dos casos suspeitos, como contato físico pele a pele ou com lesões na pele, contato sexual ou com materiais contaminados 21 dias antes do início dos sintomas. Soma-se a isso, histórico de viagens para um país endêmico ou ter tido contato próximo com possíveis infectados no mesmo período e/ou ter resultado positivo para um teste sorológico de orthopoxvirus na ausência de vacinação contra varíola ou outra exposição conhecida ao vírus.