Saúde
CASOS DE SÍNDROME RESPIRATÓRIA GRAVE PARAM DE SUBIR ENTRE CRIANÇAS
.
Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre crianças e adolescentes mostram sinais de queda ou de interrupção do crescimento em Alagoas e em outros estados do País. É o que aponta o novo boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última quinta-feira (8), com dados entre 28 de agosto e 3 de setembro.
A Fiocruz indica que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave apresentam uma tendência de queda no longo prazo (últimas seis semanas) e também no curto prazo (últimas três semanas).
Apenas sete das 27 unidades federais mostram sinais de crescimento no longo prazo: Amapá, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Piauí e Roraima, sendo que em todos eles, o aumento se concentra na faixa etária entre zero e 17 anos.
Ainda segundo o levantamento do Infogripe, nas últimas quatro semanas epidemiológicas (meados de agosto até início de setembro), dos pacientes identificados com SRAG, 68% foram contaminados pelo coronavírus, 6,5% pelo vírus sincicial respiratório, 3,4% pela influenza A e 0,2% pela influenza B. Já entre as mortes, a Covid-19 é responsável por 93,4%. Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os positivos foi de 0,9% para influenza A; 0,0% para influenza B; 0,9% para VSR; e 93,4% para Sars-CoV-2.
O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, explicou que os dados laboratoriais não sugerem que o aumento de incidência de SRAG na população infantil tenha sido causado por internações decorrentes da Covid-19. “Por se tratar de crescimento restrito ao público infantil, temporalmente associado ao retorno escolar após o período de férias, é possível que esse crescimento esteja ligado a vírus respiratórios comuns ao ambiente escolar”, disse. “O estudo mostra sinal de queda nas tendências de longo (últimas sei semanas) e curto prazo (últimas três semanas). A curva nacional vem apontando para patamar inferior ao observado no mês de abril, até então o mais baixo desde o início da epidemia de Covid-19 no Brasil”, diz a Fiocruz. As informações são da Folhapress.