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Reforma muda perfil das universidades p�blicas

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FERNANDO COELHO A discussão sobre a reestruturação do ensino superior público vem sendo debatida, em meio a críticas e protestos, desde o início do ano, por diversas entidades ligadas à educação, por especialistas e pela comunidade em geral. É a chamada reforma universitária, que está na reta final de elaboração do seu texto e será entregue esta semana ao presidente Lula, para, em seguida, ser encaminhada como lei orgânica ao Congresso Nacional. Em pauta, a avaliação da universidade e seu papel social. Mas, de fato, quais os impactos da futura reforma na Universidade Federal de Alagoas? Com mais de 13 mil alunos matriculados, a Ufal se prepara para entrar nesta nova etapa nos seus 44 anos de existência. ?É preciso acompanharmos a mudança dos tempos. A reforma universitária é uma necessidade?, diz a reitora Ana Dayse Rezende. O orçamento da instituição para 2005 está previsto em pouco mais de R$ 200 milhões, mais gordo que os R$ 144 milhões ano passado, mas ainda longe do ideal. ?Ele ameniza as deficiências da universidade, mas é insuficiente para tornar a Ufal uma grande universidade. A infra-estrutura é o maior problema. Seria preciso um orçamento superior a R$ 300 milhões para a gente funcionar bem?, garante a reitora. Segundo a última avaliação da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal para Nível Superior) a Ufal está classificada como uma universidade de porte médio. Na mesma avaliação, os cursos de Engenharia Civil, Direito, Matemática obtiveram o conceito A, enquanto os de Letras, Física e Química tiveram letra B. O quadro de funcionários da universidade registra 1.450 servidores e corpo docente de 1.000 professores ? dos quais 177 são substitutos. A Pró-reitoria de Graduação informa a expedição anual de 1.500 diplomas ? contra 2.225 alunos que entram a cada vestibular. ?Deveríamos estar formando mais?, afirma. Leia mais nas páginas seguintes.

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