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Quando o cidad�o se torna v�tima da Pol�cia

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FERNANDO COELHO ?Deixa um trocado para a caixinha?? É provável que, ao menos uma vez na vida, você tenha sido vítima de um pedido desses ao ser abordado em uma blitz de trânsito em Alagoas. O tal pedido não é incomum se o policial não encontrar nenhum indício de infração em seu automóvel. Quando, de fato, a infração existe (o que inclui você ter se esquecido de checar a validade do extintor de incêndio do veículo), o pedido pode se transformar numa sugestão explícita de suborno, para se evitar multas que podem chegar a R$ 900, além da perda de muitos pontos na carteira de habilitação. O órgão responsável pela disciplina e punição dos militares é a Corregedoria da Polícia Militar de Alagoas. ?Existe um fluxo diário de seis a 10 pessoas, em média, que prestam queixas contra policiais?, diz o coronel Rubens Goulart, corregedor-geral. Segundo ele, as denúncias mais comuns são sobre abuso de poder, tanto na vida particular quanto na conduta profissional. Este ano, três militares foram expulsos da corporação. Até o mês de outubro, 82 soldados PMs cumpriram pena na prisão, 270 estão sub judice, enquanto 300 foram agraciados com elogios. Atualmente, o contingente da Polícia Militar de Alagoas é de 7.513 policiais. Deste número ? por motivos de férias, licenças e afastamentos ?, o efetivo cai para 6.500 homens disponíveis em todo o Estado. ?Existe uma demanda maior. É impossível oferecer um atendimento de qualidade à população, mas a polícia vem fazendo o máximo possível, tanto que temos averiguado um aumento nos casos de doenças por excesso de trabalho. Há um estudo em andamento que mostra um aumento de policiais dependentes do álcool?, informa o coronel Rubens. Mas, afinal, como o cidadão deve proceder quando se torna a principal vítima daquele que é pago para protegê-lo? A GAZETA ouviu a Corregedoria da Polícia Militar, a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), a Guarda Municipal, o Batalhão de Polícia de Trânsito (Bptran), o Batalhão de Polícia Rodoviária (Bprv), o DER, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), policiais militares e vítimas do abuso de poder. A corregedora da Polícia Civil, Maria de Fátima, não foi encontrada. Leia mais nas páginas E2 e E3

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