Cidades
Viol�ncia no bairro de Jaragu� continua a fazer v�timas
Esse não é o primeiro caso de violência registrado em Jaraguá este ano. No dia 7 de julho, o estudante Klebson e um amigo foram espancados durante um show na casa noturna Uau, pelo professor de jiu-jítsu Charles França (o Charlão) e o estudante Leandro Albuquerque Ferro, que estão presos no Baldomero Cavalcanti. No dia 11 de setembro, outro episódio sangrento ocorreria, dessa vez na Boate Arena. O estudante Pedro Oliveira Simões de Melo foi assassinado com dois tiros, em uma tentativa de invasão por um grupo de homens armados, durante uma festa promovida por turma do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). No início de outubro, a vítima da violência do bairro foi o economista Carlos Stuart Buriti. Ele foi baleado após um seqüestro relâmpago, quando saía da Faculdade de Alagoas (FAL), na Rua Sá e Albuquerque, em Jaraguá, e ainda se recupera das duas balas que recebeu no pescoço. Por causa da onda de violência, os empresários da área começaram um movimento para exigir mais segurança no bairro. Foi a falta de segurança do bairro o maior motivo do fechamento de mais de 30 estabelecimentos em Jaraguá. Depois de muitas reclamações, algumas medidas foram adotadas pela Secretaria de Defesa Social, em conjunto com outros órgãos, como a Secretaria Municipal de Turismo e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), para reforçar a segurança em Jaraguá. Uma delas foi proibir o estacionamento de veículos na Rua Sá e Albuquerque e Barão de Jaraguá, das 19 às 6 horas. Delegacia no papel A parada de veículos foi concentrada no estacionamento central de Jaraguá e houve um reforço no número de policiais militares e guardas civis municipais na rua. Além da promessa de instalação de uma delegacia, onde ficaria alojada uma companhia do 1º Batalhão de Polícia Militar. Até agora, a delegacia não saiu do papel. Só que o esquema de segurança parece não estar funcionando, pelo menos nos fins de semana. No último sábado, por exemplo, não havia policiamento no estacionamento de Jaraguá. E havia carros estacionados na Rua Sá e Albuquerque. Nas ruas do bairro também não havia policiais, nem guardas civis fazendo rondas.