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“Quebraram um copo na minha cara”

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A vítima Rodrigo Toledo contou que estava saindo, por volta das três horas da manhã, da casa de festas Malasartes, acompanhado de três primos com idades entre 13 e 16 anos. ?Eu vinha abraçado com o meu primo de 14 anos, quando esses três rapazes apareceram por trás e me deram uma pancada?, conta Rodrigo, sem explicar qual teria sido o fato que provocou a briga. Os rapazes eram alguns dos integrantes da Banda Mô Fio, que haviam saído de um show em uma boate e chegaram à festa na Malasartes já no final. ?Um deles quebrou um copo cheio de uísque na minha cara, e depois os três começaram a me espancar?, afirma Toledo. Ainda de acordo com o testemunho do estudante, um dos agressores tentou jogar uma pedra na cabeça dele. Foi contido pelo primo de Rodrigo, Márcio Duarte Lopes Neto, 14, que, apesar de franzino, pulou sobre ele e pediu que não o matasse. A prima Mayara Lopes Guimarães também tentou conter os agressores, mas foi ameaçada. ?Várias pessoas testemunharam que eles espancaram Rodrigo e ainda chutaram?, contou Mayara. ?A prova de que eles estavam bêbados é que o copo que jogaram na cara de Rodrigo estava cheio de uísque?. A dona da casa de festas Malasartes foi procurada, mas não quis dar entrevista. Ela disse apenas que o fato não ocorreu dentro de seu estabelecimento e só tomou conhecimento do que ocorreu com os adolescentes pela imprensa. Prisão preventiva Para evitar que os agressores de Rodrigo Maia respondam pelo crime em liberdade, o advogado da família de Rodrigo, Julius Novais, entrou ainda no domingo com uma ação no Fórum do Tribunal de Justiça com o pedido de prisão preventiva dos acusados. Ainda bastante assustada com o ocorrido, a mãe de Rodrigo, Isabel Maia Gomes, quer que os envolvidos respondam pelo crime na cadeia. Ela disse que não entende por que o delegado Geraldo Soares liberou os acusados quando eles foram presos em flagrante. ?Um deles ainda apresentava a marca do corte na mão quando foi levado pelos policiais da Oplit?. Ela afirmou que os garotos estavam sozinhos porque se tratava de uma festa para adolescentes. ?Meu filho e meus sobrinhos não estavam numa boate. Essas pessoas que agrediram meu filho é que estavam no local errado, na hora errada?. Isabel disse que ficou assustada com o estado em que encontrou o filho, que foi atendido no Hospital da Unimed. (FAB) Leia mais na página A14

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