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PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AINDA ENFRENTAM DESAFIOS EM ALAGOAS

8,4% da população brasileira acima de 2 anos tem algum tipo de deficiência, aponta dados do IBGE

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Associações relatam diversos problemas que dificultam a rotina de pessoas com deficiência
Associações relatam diversos problemas que dificultam a rotina de pessoas com deficiência -

Empregabilidade, preconceito e falta de acessibilidade. Esses são alguns desafios que as pessoas com deficiência enfrentam diariamente. Nesta quarta-feira (21), comemora-se o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência e apesar das conquistas ao longo dos anos, associações ainda relatam diversos problemas que dificultam a rotina dos portadores. O Dia Nacional da Pessoa com Deficiência foi criado no início dos anos 2000 com o objetivo de conscientizar e celebrar a luta pela inclusão das pessoas com deficiência na sociedade. A data de 21 de setembro foi oficializada em 2005 pela lei Nº 11.133 e já era celebrada desde 1982 por iniciativa do Movimento pelos Direitos das Pessoas com Deficiência — grupo que se reunia desde 1979 para reivindicar direitos e melhorias para a vida das pessoas com deficiência. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 8,4% da população brasileira acima de 2 anos – o que representa 17,3 milhões de pessoas – tem algum tipo de deficiência. Quase metade dessa parcela (49,4%) é de idosos. Os dados são referentes ao ano de 2019. Com a mobilização de ativistas - com ou sem deficiência - conquistas significativas podem ser vistas nos últimos anos. No entanto, as dificuldades ainda são imensas mesmo dispondo de leis que beneficiam esse segmento da população.

De acordo com Alexandre Nunes de Sousa, presidente da Associação dos Cadeirantes de Alagoas, apesar de alguns avanços, deficientes ainda precisam lutar para ‘sobreviver’ nos grandes centros, a exemplo do que acontece em Maceió.

“Falta acessibilidade nas ruas, nos pontos de ônibus, nas lojas, mas principalmente, falta respeito com a nossa classe. Nos transportes públicos, por exemplo, os elevadores como sempre quebrados, a maioria dos motoristas não querem levar o cadeirante. Somos invisíveis para as demais pessoas que já olham diferente pra nós que estamos numa cadeira de roda. Essas são a maioria das dificuldade na vida das pessoas como mobilidade reduzida”, explicou o presidente. As mesmas questão são pontuadas pela presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), Graça Dias. “Falta de transportes adaptados com os elevadores funcionando, uma reeducação aos motorista para atender os deficientes físicos, auditivos e agora com o autista que precisa de muita atenção para com as mães”, conta. A empregabilidade também se torna um desafio, de acordo com Dias. “Muitas das vezes a empresa só contrata quando realmente recebe uma multa. Temos muitos deficientes qualificados e quando enviamos os currículos, não preenche a vaga. O que esperamos dos órgãos públicos é que realmente eles possam, de fato, colocar as leis em prática, que saíam do papel”. Para comemorar a data, a Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), realiza ações gratuitas itinerantes de saúde. Hoje (21), as ações serão a partir das 10h no Maceió Shopping, com a oferta gratuita de exames de audiometria; verificação de pressão arterial e dosagem de glicemia. De acordo com a presidente da Adefal, as ações tem por objetivo reforçar a importância de um diagnóstico precoce. “Diariamente recebemos pessoas que se tornaram deficientes físicos devido às sequelas da diabetes e da hipertensão. Essa realidade com certeza seria reduzida se as políticas de saúde básica fossem de fato eficientes. Já no que se refere à perda auditiva a situação é ainda pior, as pessoas só se dão conta dessa perda quando já está no estágio muito avançado”, lamenta Graça Dias.

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