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Igreja desenterra ossos do “menino milagreiro”

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FÁTIMA ALMEIDA Depois de 66 anos da morte de Petrúcio Correia, os restos mortais do Menino Petrúcio ? como era chamado o garoto alagoano que morreu de febre tifóide em 1938, aos 11 anos, e a quem são atribuídos milagres ? foram retirados ontem de sua sepultura, no Cemitério São José, no Prado. Apesar do tempo, lá estavam ossos, arcada dentária e parte do crânio do menino. O túmulo foi aberto por decisão da Igreja Católica, com aprovação dos familiares. ?Foi para investigar vestígios sobre a possível santidade do menino e ajudar a explicar o fenômeno de tantos milagres a ele atribuídos?, afirma Petrúcia Camelo, presidente da Fundação Municipal de Ação Cultural. De acordo com ela, parte da ossada deve ser levada para análises laboratoriais. Quitéria Vieira, 64 anos, funcionária do cemitério, chorou diante dos ossos encontrados. ?Ele era muito bom e amado por todos. Até o lanche que recebia na Casa do Pobre, ele sempre arrumava um jeito de levar um pedaço para a mãe dividir com as irmãs?, conta ela, que também conheceu a família do menino e é testemunha da peregrinação diária de devotos, pagando promessas no túmulo. O diretor do Instituto Médico Legal (IML), médico Argeu Pessoa, pondera sobre o achado e alerta para a necessidade dos procedimentos científicos, como exame de DNA em todos os ossos encontrados, antes de qualquer conclusão. Ele explica que a durabilidade do osso é quase infinita. Os restos mortais foram colocados numa arca de zinco e serão guardados no mausoléu da família, enquanto a Prefeitura constrói, no mesmo local onde estava enterrado, o próprio mausoléu do Menino Petrúcio.

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