loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

“N�o h� interesse da OAB de reprovar”

Ouvir
Compartilhar

Até o fim do ano, a Comissão de Estágio e Exame da OAB-AL divulgará a decisão acerca dos recursos encaminhados por bacharéis reprovados no seu 2º Exame de Ordem 2004. O presidente da entidade, Marcos Bernardes de Mello, revelou que um grande número de candidatos recursou administrativamente para que haja nova correção da prova. Para ele, esse é um fato natural, um direito que deve ser reconhecido. Entretanto, contesta todas as suspeitas de manipulação do resultado. ?Não há qualquer interferência no trabalho dos examinadores. Eles são isentos, não têm qualquer relação em Alagoas?, assegura o presidente da OAB, referindo-se à equipe da Vunesp, fundação paulista que elaborou e corrigiu as provas do Exame 2004 da OAB alagoana. Na avaliação de Marcos Mello, os fatos questionados pelos bacharéis reprovados são perfeitamente explicáveis. Ao saber que os candidatos alegam que notas foram rasuradas ou apagadas com corretivo, ele argumentou que o examinador tem todo direito de reavaliar uma nota já emitida. Habilidade ?A correção é subjetiva, mas costumo dizer sempre que quem faz a nota é o aluno?, declarou o presidente da OAB, que é também professor de Direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a única universidade pública do Estado. Ele afirmou ainda que a Ordem ?não tem interesse de reprovar ninguém?. Porém, exige que os interessados em exercer a profissão de advogado tenham habilidade suficiente para o desempenho da atividade. ?O advogado lida com o direito e a vida das pessoas?, argumenta Marcos Melo. Ao reconhecer o direito dos reprovados de solicitar a revisão da prova que fizeram, o presidente da OAB deixou claro que eles podem ou não ter razão no questionamento que fazem. ?Mas não podemos antecipar fatos?, concluiu.

Relacionadas