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Bachar�is estranham notas em exame da OAB

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BLEINE OLIVEIRA O Exame de Ordem 2004, feito pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Alagoas, está sendo questionado por um grupo de bacharéis. Reprovados, eles reclamam que foram prejudicados na correção da prova técnico-profissional, que é a segunda etapa do Exame. Até 2003, a OAB-AL realizava três exames anuais. Mas a partir da nova gestão, presidida pelo advogado Marcos Bernardes de Mello, apenas um exame a cada semestre credencia bacharéis em Direito a exercerem a advocacia. Este ano o Exame foi realizado pela Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp), uma fundação pública, sem fins lucrativos, criada em 1979 pelo Conselho Universitário da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp). ?Mas há erros na correção da prova?, reclama um dos bacharéis. O grupo, formado por cerca de 20 candidatos, entrou com recurso administrativo solicitando a revisão do Exame. Para esses recém-formados, da forma como a prova foi corrigida ?fica nítida a disposição de reprovar os candidatos?. Eles consideraram a prova ?boa?, ou seja, não viram dificuldade em realizá-la. Todos acreditavam que seriam aprovados. ?Não esperávamos tirar a nota máxima, mas acreditávamos que ficaríamos um pouco acima do mínimo exigido?, afirma outro bacharel. Os candidatos questionam a lisura do processo de correção das provas e pedem que o exame a que se submeteram em outubro último seja recorrigido ?com base em critérios justos e fundamentados?. Alguns dos que entraram com recurso contra o resultado alegam que há notas rasuradas, apagadas com corretivo e várias ações que contrariam as normas do edital e as próprias instruções da prova. Eles ressaltam que encaram a OAB-Alagoas como uma instituição séria, com uma história de luta pela democracia, pela ética e verdade. Para esses bacharéis, a Ordem é uma das entidades mais sérias do país, mas eles temem que haja uma disposição nacional de atingir as faculdades particulares, utilizando-se do baixo índice de aprovação nos Exames que habilitam os futuros profissionais. Mas o grupo de alagoanos, composto por recém-formados de faculdades particulares, avalia que não pode ser prejudicado pela posição da Ordem contrária ao grande número de escolas existentes no país. ?Se há um número tão alto de reprovação, algo está errado. Mas não podem voluntariamente prejudicar candidatos?, reclama um deles. O grupo preferiu permanecer no anonimato até que saia o resultado dos recursos que seus membros encaminharam.

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