Cidades
Caixa Econ�mica ser� processada pelo MP
FELIPE FARIAS A Caixa Econômica não efetuou ontem o ressarcimento do R$ 1,2 milhão desviado das contas da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) numa de suas agências, como parte do desfalque total de R$ 3,6 milhões dos cofres da pasta. Com isso, a instituição deve ser processada pelo Ministério Público Estadual (MPE), figurando como um dos réus na ação por improbidade administrativa que será impetrada até sexta-feira, no fórum da Justiça Federal, pelos promotores do Núcleo de Combate à Sonegação Fiscal do MPE. Os promotores haviam dado prazo até ontem para que fosse efetuado o ressarcimento, o que permitiria à Caixa ser excluída da condição de ré, a exemplo do que fez o Banco do Brasil em relação aos R$ 2,5 milhões que foram desviados das contas da Secretaria em uma de suas agências. Ontem, até o fim do expediente de operações, a direção da Caixa em Brasília não havia autorizado o ressarcimento. Além da Caixa, deverão constar da relação de envolvidos, identificados pelo MPE na investigação, o chefe da Contabilidade da Secretaria de Saúde no período em que ocorreu a fraude, Eduardo Martins Menezes, e outros onze beneficiários do esquema, entre parentes ou pessoas ligadas a ele ? que receberam em suas contas bancárias depósitos de dinheiro desviado pelo esquema. O MPE deve processar também funcionários da própria Caixa. Os promotores do caso Sesau ainda não definiram quantos funcionários serão processados. Só hoje deve começar a redação do texto final da ação judicial. ?Nós ainda acreditamos que o ressarcimento seja realizado pela Caixa?, disse o secretário de Saúde, Álvaro Machado, a propósito do fim do prazo. Ontem, não houve nenhuma diligência ou depoimento, por causa da eleição para procurador-geral de Justiça, o cargo de comando do Ministério Público Estadual. Pelo mesmo motivo, não ocorreu o depoimento do ex-secretário de governo e atual chefe da Gabinete da Presidência da Assembléia Legislativa, Olavo Wanderley. Ele seria ouvido para explicar aos promotores sua relação com Eduardo Martins Menezes. Segundo o responsável pela investigação, promotor Sidrack Nascimento, ainda não foi marcada uma nova data para que o ex-secretário seja ouvido.