Braskem
ALGUNS POUCOS MORADORES AINDA PERMANECEM NO LOCAL
Parte das famílias está decidida a não aceitar as pequenas quantias oferecidas pela Braskem para realocação para outros bairros
Em 2018, moradores da área assistiram horrorizados como suas comunidades foram atingidas por pequenos terremotos causados pela mineração subterrânea de sal por mais de quatro décadas. Muitos foram evacuados para escapar do desmoronamento de muros e edifícios, depois que as estruturas construídas em cima de uma terra agora insegura começaram a rachar. Alguns poucos moradores ainda permanecem no local, decididos a não aceitar as pequenas quantias oferecidas pela Braskem para realocação.
O êxodo e o desmoronamento de prédios são agora evidentes pelas imagens da cidade fantasma dos bairros que já abrigaram centenas de pequenos negócios. Em maio de 2022, vários autores compareceram à audiência em Roterdã, onde advogados do Pogust Goodhead argumentaram que é necessário litigar contra a Braskem nos tribunais da Holanda, onde a empresa mantém subsidiárias. Maria Rosângela Ferreira Da Silva, 58, compareceu e disse ao tribunal que perdeu sua identidade quando o bairro desmoronou. Ela e sua família foram forçadas a se mudar, sua mãe faleceu pouco depois e, desde então, Maria Rosângela luta por justiça. “A justiça foi feita. Graças a Deus, nessa quarta-feira, que é meu aniversário, eu acordei com essa notícia. Sou a mulher mais feliz do mundo, é meu melhor presente, depois de estar viva”, afirmou Maria Rosângela. José Ricardo Batista, 57, e sua mulher foram realocados de sua comunidade e de casa. Ele acredita que seus direitos constitucionais previstos no artigo 6º foram violados. Ele diz que o desastre afetou “a perspectiva de futuro até para as próximas gerações”. “Para mim é motivo de felicidade saber que toda essa destruição que a Braskem causou a mim e minha família será julgada por um tribunal internacional. Agora, a esperança e a dignidade de nosso povo se tornaram uma realidade”, afirmou Batista.
OUTROS CASOS
O sucesso jurisdicional do caso Braskem em Maceió é o mais recente de uma série de processos do Pogust Goodhead, que recentemente ganhou um recurso para que o caso de 200.000 vítimas do pior desastre ambiental do Brasil, o desastre da barragem de Mariana, seja litigado nos tribunais do Reino Unido.
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