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Empresas de �nibus reclamam de preju�zo

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Os donos de empresas de ônibus de Maceió pretendem recorrer à Justiça para que o valor da passagem seja reajustada de R$ 1,25 para R$ 1,95 ainda este ano, caso a reivindicação não seja atendida pela prefeita da capital alagoana, Kátia Born. O pedido de reajuste foi protocolado pela Transpal no último dia 23 de novembro na Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT). O documento aponta também sugestões que poderiam evitar um novo reajuste das passagens, como o combate ao transporte clandestino e a redução das gratuidades. ?Não estabelecemos prazo, mas queremos que esse aumento seja dado ainda este ano?, disse o diretor-técnico da Transpal, Paulo Murilo. Ele reconhece, no entanto, que quando há um aumento no preço das passagens de ônibus, diminui o número de passageiros. ?Há uma queda na demanda de cerca de 5%. Mas esse prejuízo é menor do que estamos tendo com o atual preço da passagem?. O último reajuste da passagem ocorreu em abril de 2003. Desde então, segundo Paulo Murilo, houve um ?aumento significativo? na planilha de custos das empresas: reajuste no preço dos combustíveis, pneus, salários dos trabalhadores e outros insumos. Os empresários dizem que a Câmara de Compensação, que serviria para cobrir o déficit que as empresas registrassem a cada mês, já que a prefeitura é que define o número de viagens e a quantidade de ônibus em cada empresa, teria uma dívida de R$ 70 milhões com o setor. ?De 1994 até hoje, a prefeitura não passou nenhum centavo da Câmara de Compensação para as empresas?, afirma Paulo Murilo. De acordo com a Transpal, Maceió tem hoje a segunda menor tarifa de ônibus do país. Um dos principais problemas enfrentados pelo sistema de transporte urbano seria o excesso de gratuidades. Segundo o órgão, são 1.800 estudantes que se beneficiam com o desconto de 50% no valor da passagem. Entre os que andam de graça estão portadores de necessidades especiais; policiais militares, civis e bombeiros; idosos e os clandestinos.

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