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Jaragu�, medo e viol�ncia

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O espancamento de Rodrigo Toledo depois de uma festa perto de uma casa de eventos em Jaraguá reacendeu a polêmica em torno das ocorrências violentas no bairro. Na madrugada de domingo, Rodrigo, de 16 anos, foi ferido por estilhaços de um copo de vidro quebrado atirado contra seu rosto, o que o fez levar 40 pontos na face. Do final do primeiro semestre até agora, pelo menos outros dois crimes de grande repercussão acabaram desencadeando uma associação entre violência e a imagem do bairro histórico, eleito pela prefeitura como ponto de partida de projeto de recuperação do patrimônio e de implantação de um pólo turístico baseado na concentração de bares e boates instalados, aproveitando sua arquitetura peculiar. O primeiro incidente ocorreu durante apresentação de uma banda de forró. Agredido por lutadores, o estudante Klébson Almeida acabou no hospital, no episódio caso que ficou conhecido como o ?caso pitboys?. Na madrugada de 12 de setembro, três homens armados invadiram a boate Arena atirando, espalharam uma onda de pânico e mataram Pedro Manoel de Oliveira. Até um caso ocorrido noutra localidade acabou associado ao bairro histórico: o casal Walter de Castro, o Vavá, 63, e Cenira Bezerra, 56, foi morto quando chegava em casa, na Jatiúca. Como Vavá tinha seu tradicional restaurante em Jaraguá, o caso acabou tachado de Caso Eureka. Além disso, empresários, freqüentadores e estudantes de unidades de ensino situadas no bairro reclamam de ocorrências como roubos e furtos, cometidas de modo rotineiro, todas as noites.

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