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Falta de sal�rios prejudica limpeza no Jos� Carneiro

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BLEINE OLIVEIRA Sem salários desde setembro, prestadores de serviço do Hospital José Carneiro (HJC), uma das unidades da Universidade de Ciência da Saúde de Alagoas (Uncisal) estão sem condições de ir ao trabalho. Nos turnos em que deveriam estar 12 agentes de limpeza, comparecem apenas seis. Para evitar prejuízo ao atendimento e à manutenção do hospital, a direção do HJC tem convocado seus próprios funcionários de manutenção e lavanderia para suprir a ausência dos prestadores de serviço. A causa do atraso, segundo o diretor-administrativo-financeiro do hospital, engenheiro Antônio Everaldo, são processos trabalhistas que a Compex, prestadora de serviço contratada pela Uncisal, enfrenta. A empresa está com suas contas bloqueadas por ordem da Procuradoria Regional do Trabalho (PRT), para assegurar o pagamento de dívidas com empregados da empresa Limpex, que trabalhavam na Companhia de Saneamento e Abastecimento de Água de Alagoas (Casal) e foram demitidos há cerca de dois anos. Empresa fechada Tentando fugir ao débito com os trabalhadores, os proprietários da Limpex teriam fechado a empresa e aberto a Compex. Mas essa mudança não impediu a PRT de entrar com ação para obrigar a Limpex a quitar as dívidas que deixou. ?Para a Justiça, Limpex e Compex, mesmo com razões sociais diferentes, pertencem às mesmas pessoas e elas não podem fugir às suas obrigações?, afirma o procurador do Trabalho Alpiniano Lopes do Prado. O gerente-administrativo da Compex, Ricardo Acioly, nega que haja qualquer vinculação dessa empresa com a Limpex.

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