Cidades
Tudo n�o passou de um mal-entendido
FÁTIMA ALMEIDA A mobilização da polícia para abortar uma suposta tentativa de seqüestro em frente à Faculdade de Alagoas (FAL), em Jaraguá, na noite da última quarta-feira, foi resultado ?de um grande mal-entendido gerado por falha na comunicação telefônica, e não de um trote?. Essa é a versão dos principais protagonistas do caso ? o estudante de Direito Bruno Raphael Brito, autor do suposto trote, e seu colega, o policial civil Daniel Pinto, que mobilizou a Segurança Pública. Colegas de Bruno também não acreditam na hipótese de trote como primeira versão dos fatos e dão testemunho de sua condição de pessoa séria e aluno aplicado. ?Foi um terrível engano que deixou todos apavorados?, diz o estudante Ivan Soares, colega de turma de Bruno e Daniel e uma das pessoas que falaram com ele minutos antes de surgir a história do seqüestro. ?Não acredito na hipótese de trote porque não é do feitio do Bruno. Ele é um aluno exemplar e não faria isso para se livrar de uma prova?, complementa Ivan. Ele diz que chegou a falar duas vezes com Bruno, antes de passar o telefone para Daniel, e não conseguia ouvir quase nada do que ele falava, mas deu para entender que se tratava de um trabalho da escola. A primeira versão passada à imprensa por alunos da Faculdade dizia que Bruno teria ligado para o colega Daniel anunciando que fora vítima de seqüestro relâmpago, o que gerou pânico e expectativa no ambiente e mobilizou a polícia. Depois, espalhou-se a versão de que tudo não passara de um trote do estudante para se livrar de uma prova. O próprio Bruno contesta a versão: assegura que fez a prova de Economia com a primeira turma, porque teria que sair, e que ligou para os colegas para pegar material para um trabalho que deveria ser entregue na próxima semana. ?Não preciso desses artifícios, e nem brincaria com uma coisa tão séria. Em nenhum momento mencionei as palavras ?seqüestro? ou ?assalto?. Posso provar que não fiz esse trote, se preciso até com a quebra de meu sigilo telefônico?, assegura Bruno.