Cidades
Faculdade investiga falso seq�estro de aluno
DORGIVAL JUNIOR A Faculdade de Alagoas (FAL) nomeou, ontem, uma comissão de professores para apurar se o falso seqüestro de um estudante do segundo ano do curso de Direito, Bruno Raphael Brito, foi uma brincadeira de mau gosto ou apenas um simples mal-entendido. O alarme de seqüestro ocorreu na quarta-feira passada e mobilizou toda a cúpula da Secretaria de Defesa Social e a direção da FAL, que receberam a denúncia de que o estudante teria sido vítima de um seqüestro relâmpago na porta da faculdade, em Jaraguá, o que não ocorreu. Segundo informou o presidente da comissão e diretor acadêmico da instituição de ensino superior, professor Antônio Carlos Marques, os professores responsáveis pela investigação estarão reunidos, hoje, com Bruno Rafael para obter maiores detalhes sobre o incidente. ?Enviamos uma carta para a casa do estudante, pedindo o comparecimento dele, nesta sexta-feira, na faculdade, para uma reunião com a comissão. Vamos apurar todas as informações que nos forem passadas. Se for comprovado que realmente se tratou de um mal-entendido, o caso será arquivado. Mas se foi um trote, o aluno será devidamente responsabilizado. Afinal, toda a estrutura da faculdade e da polícia foi mobilizada por um suposto seqüestro?, disse o diretor da faculdade. Antônio Carlos Marques esclareceu que um dos membros da comissão de inquérito é um professor da faculdade da área de Direito. ?Queremos examinar todos os detalhes, já que o incidente ocorreu na porta da própria faculdade?, acrescentou o presidente da comissão, informando que, se o estudante deixar de comparecer aos chamados da comissão, o processo correrá à revelia. ?Caso seja comprovada a culpa dele, a punição máxima pode ser sua expulsão da faculdade?, disse o professor Antônio Carlos Marques, esclarecendo que todos os alunos envolvidos no caso e outros que porventura venham a ser citados pelo estudante também serão ouvidos pela comissão de inquérito. Após a conclusão da investigação, os professores que formam a comissão vão fazer um relatório que será remetido à direção da faculdade e ao Conselho Administrativo da instituição. Polícia O diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, que ontem pela manhã esteve com o estudante Bruno Rafael, esclarecendo o fato, informou que nenhum procedimento policial será instaurado no momento. ?Ele nos disse que tudo não passou de um grande mal-entendido. Para a polícia, fica difícil instaurar um procedimento. Se no futuro for comprovado que se tratou de uma brincadeira, será aberto um procedimento para o caso?, disse.