Cidades
Filho diz que tapou o rosto com as m�os e n�o conseguiu ver assassino
O filho de José Carlos da Silva Ferreira, James dos Santos, revelou ao delegado Reginaldo José de Assumpção, de plantão na CIAPC I, que o pai não percebeu a aproximação do autor dos disparos, pois estava atendendo a uma ligação no celular. Ao ouvir os primeiros estampidos, ele gritou ?o que é isso??, relatou o filho. Uma das balas entrou pelo rosto e saiu pela nuca de Ferreirinha. O filho disse que não tem como reconhecer o matador do pai, pois quando percebeu que era uma emboscada, colocou as mãos no rosto e esperou o pior. Só abriu os olhos quando os tiros pararam: ?Por isto, não tenho condições de reconhecer quem matou meu pai?. Considerado pelo pai como ?um orgulho?, pois havia sido aprovado no primeiro vestibular num dos cursos mais concorridos do Cesmac, James era um ?companheiro? para Ferreirinha ? estavam sempre juntos quando iam e voltavam da faculdade. ?Eu lamento não poder ajudar?, disse o universitário. O delegado Reginaldo Assumpção, responsável pelos levantamentos preliminares do assassinato, declarou que Ferreirinha tinha uma pistola 380 ao alcance da mão, na porta do carro, mas não teve oportunidade de pegar a arma. ?Quem se aproximou, veio para matar. Não deu chance de defesa?, disse. Bom atirador ?Ele [Ferreirinha] era um policial destemido, bom atirador. Era um homem operacional e escrivão de mão cheia. A pessoa que foi matá-lo sabia que, se ele reagisse, não morreria sozinho?, afirmou o delegado, que encaminhou ofício comunicando o caso ao delegado do 1º Distrito, Ivanildo Inácio de Brito, encarregado de investigar o crime. Na manhã de ontem, familiares de Ferreirinha que estiveram no Instituto Médico Legal Estácio de Lima não quiseram falar sobre o assassinato, alegando desconhecer quem tivesse interesse em matar o policial. ?Ele não contava seus problemas aos parentes?, declarou um irmão, que ficou emocionado e se afastou da imprensa. A família removeu o corpo para União dos Palmares, onde a maioria dos parentes residem, e onde o corpo foi sepultado à tarde no cemitério local. O diretor-geral da Polícia Civil, delegado Roberto Lisboa, confirmou que o escrivão tinha ?alguns problemas pessoais, que estão sendo investigados?. Ferreirinha foi o segundo policial civil assassinado em menos de dois meses. Em outubro, o policial José Carlos de Oliveira, 52, o ?Navalhada?, foi executado dentro de seu veículo Palio, placa KLB 2504-PE, na porta da residência de uma namorada, no Loteamento Village Campestre, no Tabuleiro. Leia mais na página A14