Saúde
CAMPANHA DE VACINAÇÃO CONTRA A POLIOMIELITE SE ENCERRA HOJE
Em Alagoas, 74,65% das crianças menores de cinco anos se vacinaram, segundo a Secretaria de Saúde
No último dia do prazo da campanha de vacinação contra a poliomielite, Alagoas ainda não atingiu a meta de imunização, que é de 95% do público-alvo, ou seja, crianças menores de 5 anos de idade. No estado, ainda faltam 50.455 crianças para se vacinarem em todo o estado.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), até esta quinta-feira (29), 148.548 crianças se vacinaram, das 199.003, que devem ser imunizadas contra a poliomielite.
Isso representa 74,65% de cobertura vacinal. A meta preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95%. A nível nacional, o país imunizou apenas 54% do total do público-alvo.
A campanha de vacinação iria ocorrer até o dia 9 de setembro, mas foi prorrogada até esta sexta-feira (30). No primeiro prazo, Alagoas ainda faltava vacinar 90 mil crianças. A Sesau informou que ainda não houve sinalização do Ministério da Saúde para uma possível nova prorrogação.
Em Maceió, a Secretaria de Saúde orienta que pais e responsáveis levem as crianças de um a menores de cinco anos para imunização contra a doença, que pode levar a sérios problemas de saúde.
“A paralisia infantil é uma das enfermidades imunopreveníveis que já havia sido controlada graças a vacinação da população. Pedimos o comprometimento dos pais para aumentarmos o índice de imunização dessas crianças, evitando, assim, a reintrodução do poliovírus selvagem no Brasil, que já causou tantos problemas de saúde em tempos passados”, pontuou a gerente de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Eunice Amorim.
Eunice lembra, ainda, que o Município trabalha para imunizar, de forma indiscriminada com a vacina VOP (Vacina Oral de Poliomielite), no mínimo 95% das 51.846 crianças de um a menores de cinco anos de idade que estejam com o esquema primário completo da vacina VIP (Vacina Inativada da Poliomielite).
Em todo o País, a campanha de vacinação vai terminar nesta sexta sem atingir a meta do governo federal de imunizar 95% das crianças de 1 a 5 anos no país. Até esta quinta (29), somente 54% desse público-alvo estavam imunizados contra a doença.
O Ministério da Saúde afirma que "empenha esforços para elevar a cobertura vacinal, a fim de garantir a proteção da população e manter o país livre da doença".
A poliomielite pode causar diferentes complicações em crianças infectadas, como paralisia dos braços e das pernas e problemas no sistema respiratório.
No PNI (Programa Nacional de Imunizações), o esquema vacinal é composto por cinco aplicações. A primeira dose deve ser adotada aos dois meses de idade. A segunda é aplicada aos quatro meses e a terceira, aos seis. Todas essas três aplicações são da vacina injetável, chamada de Salk.
Além delas, existem dois reforços: o primeiro aos 15 meses e o segundo com quatro anos de idade. Essas últimas duas aplicações são feitas com a vacina em gotinhas, conhecida pelo nome Sabin.
Esta não é a primeira vez o Brasil enfrenta baixos índices na cobertura vacinal contra a pólio. O último no qual o país alcançou a meta de vacinar no mínimo 95% da população alvo foi em 2015.
Manter uma alta taxa de vacinação é a principal ferramenta para evitar que a poliomielite volte ao Brasil. O último caso da doença no país foi em 1989, mas ela ainda é endêmica em algumas regiões do planeta. Além disso, novos registros do vírus vêm ocorrendo em países que não tinham ocorrências há anos, como nos Estados Unidos.
A transmissão do poliovírus, patógeno que causa a doença, ocorre de pessoa para pessoa. Uma das formas é pelo contato com secreções expelidas pela boca do doente. Outra forma é ter contato com materiais contaminados por fezes infectadas pelo vírus. As informações são da Folhapress.