Cidades
Casais arriscam a vida em mot�is a c�u aberto
FERNANDO COELHO Para alguns casais, namorar no carro é uma forma de sair da rotina. Como necessitam de privacidade, eles geralmente escolhem locais escuros, silenciosos, com vista agradável e, de alguma forma, com uma movimentação discreta nos arredores. O coqueiral das praias de Cruz das Almas e Guaxuma, os estacionamento no início da Avenida Antônio Gouveia, na Pajuçara, nas praia da Avenida e do Sobral e até mirantes da capital são os pontos mais procurados e transformados em verdadeiros motéis a céu aberto. No entanto, os freqüentes crimes ocorridos nessas regiões servem de alerta para aqueles que ignoram os perigos da situação. Há pouco menos de um mês, o caso de estupro seguido de seqüestro relâmpago e assalto a uma jovem estudante, no coqueiral de Cruz das Almas, serviu como mais um alerta do aumento de um crime que está sendo conhecido na gíria popular como ?caça ao submarino?. ?Já houve até homicídio praticado no coqueiral?, diz o delegado Antônio Monteiro, do 6º distrito, responsável pelo patrulhamento da área. Ele diz que, no caso do estupro ocorrido há menos de um mês no local, o casal vítima não quis prestar queixa porque ambos eram casados e estavam praticando adultério. A polícia diz não ter estatísticas precisas do número de ocorrências na área. ?É comum encontrar casais dentro do carro na Praia de Pajuçara, em Guaxuma, e na orla de Cruz das Almas, esta última ponto preferido dos casais?, diz o delegado. A Ciapc III, localizada em Cruz das Almas, afirma que tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil fazem rondas constantes nos pontos de maior ocorrência de delitos. O Delegado Antônio Monteiro diz que, como não pode proibir as pessoas de freqüentar o local, chega a utilizar o artifício de ligar a sirene e solicitar a saída das pessoas pelo megafone. ?É uma forma de alertarmos os casais, evitando qualquer tipo de constrangimento?, explica o delegado. A polícia diz que os casais devem ficar atentos. ?Um carro que está ao lado do seu pode ser o de um assaltante?. O delegado lembra que a mulher é sempre a principal vítima de violência sexual. Os policiais são unânimes na tese de que os casais devem evitar estes recantos. ?Há casos em que abordamos um carro, solicitamos sua retirada do local mas, meia hora depois, o casal está de volta?.