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Grupos de pesquisa revelam o melhor da Ufal

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FERNANDO COELHO Quando o nome da Universidade Pública Federal de Alagoas é citado, quase sempre as primeiras imagens que vêm à mente são as deficiências e carências da instituição ou as greves constantes que embaralham o calendário de ensino. O que pouca gente sabe é que, apesar dos seus problemas, a Ufal é responsável por algumas pesquisas reconhecidas no exterior por ajudarem no desenvolvimento de novas tecnologias em áreas tão diversas como a Física e a Medicina. Atualmente, com 126 grupos de pesquisa cadastrados, a Ufal se diz responsável por nada menos que 90% das pesquisas científicas feitas em todo o Estado. Segundo o professor Ricardo Tenório, coordenador de Pesquisa e Cooperação Internacional da Pró-Reitoria de Pesquisa (Propep), todos os cursos da Ufal têm grupos de pesquisas registrados no CNPq ? Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Mas quais são as pesquisas da Ufal que, de fato, colocam a instituição no meio do debate científico nacional e internacional? O coordenador da Propep evita destacar alguns desses grupos e diz que todas as atividades realizadas atualmente são fundamentais para o Estado. Mas ele mesmo admite que ?alguns projetos têm grande financiamento e repercussão internacional?. O departamento de Física, por exemplo, responde sozinho por um terço das pesquisas com respaldo internacional. Outros cursos como Química, Engenharia Civil, Tecnologia da Informação, Matemática, Medicina, Meteorologia, Odontologia, Direito e Biologia também ajudam a alavancar o conceito da Ufal no meio acadêmico nacional. Os projetos atraem grandes financiadores como a Finep, CNPq, Banco do Nordeste e Banco Mundial, além de convênios com a iniciativa privada e parcerias com outras instituições governamentais. ?A Ufal tem aumentado o investimento em pesquisa nos últimos anos. Com isso, outros cursos têm expandido suas pesquisas?, diz o professor Marcelo Lyra, um dos mais renomados pesquisadores da instituição. Para incrementar o incentivo à pesquisa, a Fundação de Amparo à Pesquisa em Alagoas ? Fapeal está lançando o PAPPE ? Projeto de Apoio à Pesquisa em Empresa. O projeto visa incentivar a transferência da fase de laboratório para uma escala comercial. ?Na prática, o projeto faz com que o pesquisador possa montar o seu próprio negócio?, diz o professor Euzébio Goulart, do departamento de Química. A Fapeal informa que, somente este ano, investiu mais de R$ 1 milhão em pesquisa e mais R$ 2 milhões em bolsas de estudos. ?A Ufal é a responsável pela maior demanda?, diz Alessandra Brandão, representante da fundação. A GAZETA foi conhecer seis grupos de pesquisa na Ufal que são reconhecidos pela sua importância no desenvolvimento da ciência no país. Não é demais lembrar que, além dos trabalhos abaixo, existem outros importantíssimos, como o projeto Genoma Brasileiro, desenvolvido pelo departamento de Biologia e coordenado pelo professor Eduardo Ramalho. Os estudos são os mais avançados do país sobre DNA humano. Nas ciências humanas, destacam-se inúmeros projetos, dentre os quais o de educação à distância do departamento de Educação, que objetiva formar professores com auxílio da Internet, e o grupo que estuda Os Direitos Humanos e as Liberdades Públicas e sua aplicação em Alagoas, projeto do Professor Andreas Krell, de Direito, que culminou com a formação de uma pós-graduação (Mestrado) no curso em abril deste ano. Conheça, nas duas páginas seguintes, algumas das pesquisas que colocam a Ufal na vanguarda da ciência brasileira.

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