Censo 2022
ALAGOAS TEM 3º MAIOR PERCENTUAL DE RECENSEADOS DO PAÍS, DIZ IBGE
Segundo dados do instituto, desde o início do Censo já foram contados 2,1 milhões de pessoas no Estado
O segundo balanço da coleta do Censo 2022 divulgado nesta segunda-feira (3), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que 64,48% da população de Alagoas já foi recenseada – cerca de 2,1 milhões pessoas. É o terceiro maior percentual do País, atrás apenas do Piauí, que já contou 69,44%, e de Sergipe, com 69,06%.
De acordo com o IBGE, do total de alagoanos já recenseados, 1,1 milhão são mulheres; pouco mais de um milhão de homens e coletado dados de 713,2 mil domicílios.
No balanço apresentado, a população indígena recenseada até o dia 2 de outubro é de 18,6 mil pessoas, que corresponde 2,16% e quilombola de 31,3 mil, um percentual de 4,23%, em relação ao total recenseado no Brasil até o momento.
“Graças ao bom desempenho das atividades no Estado, estamos trabalhando com o calendário original, com previsão de término até o dia 31/10/2022. Algumas atividades pontuais de ajuste, de supervisão, de abertura de domicílios ou reversão de recusas, poderão ocorrer após este período, visando sempre a melhor qualidade possível do trabalho”, destaca Alcides Tenório Júnior, superintendente do IBGE em Alagoas.
Em relação à modalidade de coleta, 99,7% ocorreram por entrevista presencial; 0,17% entrevista por telefone e 0,08% autopreenchimento pela internet.
A taxa de recusa em Alagoas estava em 1,82% dos domicílios em 29 de agosto e de 1,61% dos domicílios até ontem. “Alagoas está em 3º lugar no país em produtividade na coleta, com cerca de 65% da população esperada recenseada”, diz Alcides Tenório Júnior.
A reportagem pergunta ao superintendente como os domicílios estão recebendo os recenseadores. “Em regra, os moradores dos domicílios têm recebido bem os recenseadores. A taxa de recusas caiu de 1,82% para 1,61% neste segundo balanço. Entretanto, o que mais vem preocupando é a falta de disponibilidade de moradores para receber o recenseador no momento em que ele visita o domicílio e, especialmente, quando está disponível nos condomínios/edifícios”, disse Alcides Tenório.
Sobre as localidades mais críticas para fazer o levantamento, o superintendente cita condomínios fechados e edifícios, pois além de precisar ter acesso, o recenseador normalmente tem tido dificuldades de realizar a pesquisa, já que muitos moradores alegam não poder atendê-lo no momento, ou não o procuram nas áreas comuns.
“Seria ideal que o condomínio permitisse o acesso às áreas comuns, para que o questionário seja realizado na porta das casas/apartamentos. Ou então que os moradores procurem o recenseador imediatamente, assim que ele estiver disponível nas áreas comuns. O síndico pode ajudar bastante nesse processo”, destaca o superintendente do IBGE.
Em todo o País, desde o início do Censo, no dia 1º de agosto, já foram recenseadas 104.445.750 pessoas, em 36.567.808 domicílios. Destas, 42,0% estavam na Região Sudeste; 27,0% no Nordeste; 14,3% no Sul; 8,9% no Norte e 7,8% no Centro-Oeste. Até o momento, 48% da população recenseada eram homens e 52% eram mulheres.
O estado com o menor percentual de recenseados é o Mato Grosso, com 31,28%, seguido de São Paulo (38,54%), Amapá (40,35%) e Mato Grosso do Sul (41,10%).
O diretor de Pesquisas, Cimar Azeredo, anunciou em entrevista coletiva, na manhã de ontem, que o IBGE vai prorrogar o término da coleta do Censo, prevendo-o para início de dezembro. De forma que seja possível entregar os resultados no final de dezembro.
“Esse total de pessoas entrevistadas corresponde a 49% da população estimada do país”, declara o gerente técnico do Censo, Luciano Duarte.