loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Acusa��o � leviana, diz Ferraz: “�ramos amigos”

Ouvir
Compartilhar

William Ferraz disse ontem à GAZETA que o fato de ele aparecer no rol de suspeitos do assassinato de Cenira Lessa e Walter Reis é ?ultrajante?. ?É leviandade dizer que sou suspeito?, afirmou. Ele disse que na quinta-feira pretende explicar ao delegado Dalmo Lopes o tipo de relacionamento que tinha com a vítima, apresentando, inclusive, ?provas documentais?. William Ferraz ? que negou ser advogado e disse que atua como ?técnico em marketing? ? afirmou que conheceu Cenira Lessa em 2001 e que, desde então, passou a ter fortes laços de amizade com ela, a ponto de emprestar cheques seus para serem utilizados pela vítima. Ele admitiu ter assessorado Cenira Lessa no processo de transferência de cotas da Macarronada Eureka e na obtenção da patente da empresa. ?Ela não tinha um boa relação com a ex-mulher do Walter [Vavá] e me pediu que eu acompanhasse a família dele até o cartório do Celso Pontes. Lá, utilizei um cheque meu para fazer a compra das cotas na empresa e depois fui ressarcido por ela?, contou. Ele afirmou que o valor de R$ 30 mil, citado pela polícia, refere-se a um contrato de sociedade em um negócio que não chegou a ser efetivado. ?Se porventura o negócio fosse adiante, ela me pagaria R$ 30 mil. Como não foi, devolvi o sinal de R$ 10 mil e tenho recibo comprovando isso?, explicou. Quanto ao apartamento, Ferraz contou que era inquilino de Cenira Lessa desde 2001 e que, como tinha preferência de compra, em abril de 2003 propôs a venda em 12 parcelas iguais. ?Em abril de 2004 quitei os R$ 80 mil, mas pedi que ela desse a quitação no valor de R$ 100 mil, porque eu pretendia vender o imóvel. Quanto aos quatro cheques de R$ 25 mil, William Ferraz disse que havia emprestado para Cenira, mas que não tinham nenhuma ligação com a compra do apartamento. ?Ela tinha um problema pessoal sério com o Walter e achava que vivia sendo extorquida. Por isso, me pedia sempre cheques emprestados e depois cobria a minha conta?, justificou. William contou que na semana do duplo homicídio, Cenira esteve em seu escritório, possivelmente para pagar pelo cheque, mas não o encontrou, pois ele estava em Delmiro Gouveia. Ele disse não saber em que negócio ela utilizaria os quatro cheques de R$ 25 mil. ?Como existia na realidade uma relação pessoal e de confiança, nunca perguntei?, disse. Ferraz também contou que Walter Reis esteve em seu escritório e, na frente de outras pessoas, pediu ajuda, alegando que vinha sendo ameaçado de morte. ?Eu o aconselhei a procurar uma delegacia?, afirmou. Apesar disso, ele disse não saber a quem atribuir a responsabilidade pelos assassinatos. ?Eles iam praticamente toda semana ao escritório; eu era uma espécie de amigo do desabafo?, afirmou. Ferraz disse que o ?relacionamento de confiança? era tão grande, que mesmo após a morte de Cenira, não foi dada contra-ordem nos outros três cheques de R$ 25 mil. ?Se existisse má-fé de minha parte, teria sustado os cheques?, disse. ( LB)

Relacionadas