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Delegado tem novo suspeito no Caso Eureka

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LUIZA BARREIROS O inquérito que apura o assassinato dos empresários Walter Castro Reis, 63 anos, o Vavá, e Cenira Maria Bezerra Lessa, 56 anos, ocorrido em 6 de setembro, poderá sofrer uma reviravolta. Na próxima quinta-feira, às 10 horas, o delegado do 2º Distrito Policial, Dalmo Lopes, ouve o depoimento do técnico em marketing William Ferraz, que, segundo a polícia, teria ameaçado a vítima Cenira Lessa, pouco tempo antes do duplo homicídio. Vavá e Cenira Lessa eram proprietários da Macarronada Eureka, em Jaraguá. Eles foram executados com mais de dez tiros disparados por dois motoqueiros no momento em que chegavam na casa em que moravam, na Jatiúca. Segundo o delegado Dalmo Lopes, William Ferraz se apresentava como advogado e teve vários negócios com Cenira Lessa pouco antes do assassinato. Ele será ouvido na condição de suspeito. ?Pelo que apuramos até agora, ele teria se apresentado como advogado e recebido R$ 30 mil para fazer o registro da patente do restaurante Eureka, e não efetuou o serviço, que pode ser feito por cerca de R$ 1.800,00?, contou o delegado. ?Quando Cenira descobriu que ele não era advogado e que o serviço não havia sido feito, os dois discutiram, ela ameaçou denunciá-lo e ele teria feito ameaças a ela?, contou o delegado. Além disso, segundo a investigação feita pela polícia, Cenira Lessa teria vendido a William Ferraz um apartamento no valor de R$ 100 mil e o pagamento feito com quatro cheques de R$ 25 mil. ?O primeiro cheque foi depositado em 3 de setembro e não tinha fundos?, contou o delegado, lembrando que o crime aconteceu pouco depois, em 6 de setembro. ?Ele terá que esclarecer que tipo de relação comercial ou profissional tinha com o casal e outros familiares da vítima?, disse o delegado. Deputado O depoimento de William Ferraz deveria ter ocorrido na sexta-feira da semana passada, mas acabou sendo adiado pelo delegado Dalmo Lopes e transferido para a próxima quinta-feira. Um detalhe curioso é que William Ferraz se antecipou à data marcada pela polícia e compareceu à delegacia na quinta-feira passada, acompanhado de um advogado e do deputado Francisco Tenório (PPS), que também é delegado. Ontem, Francisco Tenório disse que é amigo de William Ferraz desde quando ele prestou assessoria na Assembléia Legislativa. ?Temos um relacionamento saudável?, disse. ?Estive em seu escritório na semana passada e, a pedido dele, o acompanhei à delegacia para falar com o Dalmo, mas houve um adiamento, não sei por que motivo?, explicou.

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