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COMERCIANTES AMARGAM PREJUÍZOS COM OBRAS DE DRENAGEM EM RUA
Empresários chegam a relatar perdas de até 80% devido aos trabalhos na rua Saldanha da Gama
A obra de reconstrução do sistema de drenagem da Rua Saldanha da Gama, apesar de benéfica, está causando prejuízos para os comerciantes da região. O prazo para a finalização do serviço é de 30 dias, que termina no próximo dia 9 de outubro, mas a obra parece estar longe de terminar.
Com o serviço sendo realizado, a rua está totalmente interditada, fazendo com veículos não possam circular por lá. Essa demanda espontânea de clientes que trafegam nessa região diariamente está fazendo falta para o comércio local.
Ana Andrade comercializa empadas e tem seu estabelecimento na Saldanha da Gama. Ela conta que o prejuízo está sendo de 80%. “Ainda tenho clientes, mas diminuiu muito. Meu horário de maior movimento aqui é de 12h, 15h, mas agora não tem nada. Os clientes passavam com o carro aqui na porta, pararam, muitas vezes nem desciam do veículo, mas agora eles não vêm porque nem lugar para estacionar tem. É prejuízo para quem tem comércio”, reclama.
Ela conta que foi pega de surpresa com o início da obra e a interdição da rua. “Eu fiquei sabendo por terceiros, dias antes de iniciar a obra. Eu acho que a prefeitura deveria indenizar os comerciantes, porque se eu estou sentido a perda, eles também estão. E não acredito que eles vão terminar dentro do prazo”.
Já a comerciante Sanderly Teles disse que teve uma perda de 40% da sua clientela. Apesar disso, ela afirma que acredita que a obra trará benefícios para toda a população.
“Não posso dizer que está tudo bem, eu tive, sim, perda de clientes, um prejuízo de 35% a 40%, porque não está podendo passar veículos por aqui. Mas, acredito que essa obra vai beneficiar todos que moram e têm comércio por aqui. Não posso pensar somente em mim, penso no coletivo, então, apesar do prejuízo, o serviço vai ser bom para todos”.
Ela espera, no entanto, que o prazo para a obra - de 30 dias -, seja concluído. “Não será bom se essa obra durar três meses, por exemplo, espero que concluam no prazo. E que desta vez seja feita de maneira definitiva e não que tenhamos problemas daqui pra frente”, ressalta.
Teles ainda fala do perigo que os buracos na via estavam causando, principalmente para motociclistas. “Era um perigo para quem passava por aqui. Via a hora de os motociclistas caírem nesses buracos e aí seria bem pior. Agora, está sendo feita toda a parte da drenagem que há anos não ocorria”.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) disse que a rua está completamente danificada devido à falta de manutenção no sistema de drenagem, que não ocorre há décadas. A intenção, desta vez, é concluir o trabalho na sua totalidade para evitar que novos buracos se abram no asfalto. O prazo para a conclusão da obra é 8 de outubro. A assessoria do órgão informou, nessa quarta-feira (5), que o prazo foi estendido até o dia 12, mesmo que o trabalho pareça estar longe do fim.
Somente este ano, duas ocorrências foram registradas na rua, que é utilizada por quem pretende acessar a Ladeira Geraldo Melo em direção à orla e à parte baixa da cidade. Em fevereiro, o asfalto cedeu no momento em que um ônibus que levava cerca de 40 turistas vindos de Minas Gerais passava pelo local. Um dos pneus ficou preso no buraco. À época, trabalhadores e uma escavadeira foram deslocados para resolver o problema na via.
No entanto, o problema não foi resolvido de maneira definitiva, tanto que em agosto do mesmo ano, um caminhão de lixo também ficou preso em um buraco. Naquele momento, a rua já passava por reparo. No mês de setembro, dois carros caíram no buraco, ficando com uma das rodas presa no asfalto.
O problema é tão antigo que há registro de problemas em 2017. Na ocasião, a cratera se formou após o rompimento de uma galeria.