Cidades
Consumidores denunciam calote de loja de assist�ncia t�cnica
Dezenas de pessoas estão recorrendo ao Programa de Defesa do Consumidor (Procon/Alagoas) contra o proprietário da empresa JC Assistência Técnica, instalada no número 2425 da Avenida Fernandes Lima, bairro do Farol. Elas alegam que foram lesadas pela empresa, que não entregou computadores comprados, e nem devolveu aqueles deixados para conserto. A loja está fechada e na porta há um aviso informando aos clientes que a JC estará fechada até o dia 3 de janeiro próximo. O motivo revelado no cartaz é ?férias e balanço?, além de uma fiscalização da Secretaria da Fazenda. Mas os clientes estão avaliando que o fechamento é definitivo e, portanto, foram vítimas de calote. ?Trouxe para conserto meu computador que comprei aqui há três anos. Há mais de um mês que espero tê-lo de volta e eles vêm me enrolando?, disse Roseane Soares Pinto, que ontem mesmo ingressou com uma queixa no Procon contra João Carvalho, apontado como proprietário da JC Informática. Segundo ela, seu computador teve várias peças substituídas de maneira fraudulenta pela assistência técnica da JC. Desolada, a estudante Janeine Oliveira, 18 anos, residente no bairro de Santa Lúcia, deixou a porta da loja, onde tinha ido pegar o computador que comprara há dois meses e já apresentava defeitos e dirigiu-se ao posto do Procon instalado a poucos metros. ?É o caminho que tenho para evitar ser roubada?, acredita ela, que na última sexta-feira, 3, foi orientada por funcionários da loja a voltar ontem para receber seu equipamento totalmente recuperado. ?Meu pai vai me matar (sic)?, disse a estudante, preocupada com a reação do pai, com quem combinara telefonar para, se a máquina estivesse pronta, ajudá-la a levar para casa. O computador de Janeine apresentara, segundo os técnicos da JC Informática, defeito no processador. A loja prometeu sanar o problema e entregar o produto em condições perfeitas. ?Na sexta-feira, 3, à noite passei por aqui e vi movimento. Mas nunca imaginei que chegassem a isso?, disse ela, certa de que foi lesada. Como a loja está fechada, não foi possível ouvir o proprietário ou funcionários da empresa. O único telefone de referência, o de número 338-3086, também é da loja e ninguém atendeu às ligações feitas pela reportagem. (BL)