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Justi�a Federal deve receber hoje a��o contra CEF

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Os promotores que investigam o desvio de R$ 3,6 milhões das contas da Secretaria Executiva de Saúde (Sesau) adiaram para hoje a entrega, à Justiça Federal, da ação contra a Caixa Econômica e alguns de seus funcionários. Também será processado o chefe da Contabilidade da Secretaria, Eduardo Martins Menezes, apontado como mentor da fraude e alguns de seus familiares. Os membros do Núcleo de Combate à Sonegação do Ministério Público Estadual (MPE) tinham previsto para ontem o protocolo da ação por improbidade administrativa que pede ainda o bloqueio de R$ 1,2 milhão nas contas da Caixa no fórum da Justiça Federal em Alagoas, na Serraria. Mas a redação do texto da ação, bem como a conferência de alguns documentos que servirão de base à medida, impediram que ela dessa entrada ontem. A GAZETA apurou que esse trabalho entrou pela noite, o que acabou impedindo que os promotores que devem subscrever a ação, Sidrack Nascimento e Cyro Blatter, terminassem o texto final ainda no horário de expediente da seção judiciária federal. Além da Caixa, como pessoa jurídica, alguns funcionários também serão processados, com Menezes e alguns familiares, bem como outras pessoas que já constam de ação similar que tramita na Justiça Estadual sobre o mesmo caso. Com isso, o número de pessoas processadas deve passar de doze. No entender do MPE, a Caixa faltou com rigor na análise dos documentos que autorizavam a transferência do dinheiro das contas da Sesau, o que deu origem à fraude. Segundo depoimentos colhidos pelo Ministério Público, Eduardo Martins Menezes ia às agências bancárias com ofícios assinados por dois dirigentes da Secretaria que autorizavam as transferências. Entretanto, as assinaturas do diretor-administrativo Antônio Guedes e do secretário-adjunto, Jorge Villas Bôas, eram falsificadas. Mas, além disso, a investigação apontou que os servidores do banco tiveram parcela de responsabilidade na operação. ?A Caixa não agiu sozinha?, disse o promotor Sidrack Nascimento, na semana passada. A GAZETA tentou ouvir os dois promotores sobre o caso, mas eles não foram localizados. (FF)

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