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Professor consegue fugir de seq�estradores

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FELIPE FARIAS Um professor angolano, que pediu para não ter sua identidade revelada, foi vítima de um seqüestro relâmpago, no início da tarde ontem, de características inusitadas: ele conseguiu fugir dos seqüestradores pulando do seu veículo, que acabou sendo achado mais tarde, pela própria vítima, quando estava sendo resgatada pela polícia. Segundo os agentes que deram cobertura à ação de uma das equipes da Operação Policial Litorânea (Oplit), que efetuou o flagrante, o seqüestro do professor teve início num trecho da Avenida João Davino, em Mangabeiras, onde ele foi abordado por três homens. De início, os assaltantes pareciam querer levar apenas o veículo, mas o professor acabou sendo levado também no seu Fiat Palio Adventure. Um dos homens tomou a direção do carro, e a vítima ficou no banco dianteiro de passageiros. Num trecho da Avenida Governador Afrânio Lages, nas imediações da Rodoviária nova, segundo a polícia, o homem abriu a porta e conseguiu pular, mesmo com o carro em movimento, o que o deixou com escoriações. O professor procurou ajuda e foi socorrido por uma equipe da Oplit. Em virtude dos ferimentos provocados pela queda, os agentes o levaram para uma casa de saúde no Farol. Quando passavam pela Rua Firmo Lopes, uma transversal da Avenida Fernandes Lima, o professor avistou seu veículo parado numa calçada. O carro estava abandonado, mas não apresentava sinais de arrombamento nem de ter tido peças ou acessórios furtados. Enquanto a equipe da Oplit levou o professor para a casa de saúde, o veículo foi submetido à perícia, ficando sob guarda de agentes que estavam de plantão na Central Integrada de Atendimento Policial ao Cidadão (CIAPC) 1, do Farol. Segundo a polícia, logo depois da abordagem, um dos seqüestradores fez uma chamada telefônica na qual dava instruções para que alguém abrisse um portão porque eles já estariam com a ?encomenda?. Segundo informou, os seqüestradores demonstravam pressa e estariam agitados. Esta foi a única informação que a vítima conseguiu obter enquanto esteve em poder dos agressores. Ele disse também que os homens lhe informaram que não iriam tirar-lhe dinheiro; só queriam seu carro para executar uma outra tarefa, que não revelaram qual era. Para os agentes, tais informações seriam indício de que o veículo seria usado para outro seqüestro ou assalto.

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