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“Provas s�o bastante consistentes”

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O julgamento da ação penal contra o juiz Jesus Wilson durou mais de três horas. A maior parte do tempo foi utilizada pelo relator do processo, desembargador Orlando Manso, que leu detalhadamente os autos. A mãe da vítima, a doméstica Maria das Graças Souza, acompanhou o julgamento na primeira fila do Tribunal, ao lado de parentes e amigos que usavam camisetas com a fotografia de Juliana Souza. Em vários momentos, Maria das Graças se emocionou e chegou a chorar. Outro momento de muita emoção foi a participação do procurador-geral de Justiça, Dilmar Camerino, que durante a acusação lembrou que ?uma jovem de 15 anos teve a vida ceifada por um juiz de Direito que tem o prenome Jesus? e afirmou que ?as provas existentes contra ele eram bastante consistentes?. Dilmar Camerino também justificou o fato de o Ministério Público não ter denunciado o juiz por crime doloso, já que o Código de Trânsito Brasileiro prevê essa possibilidade quando alguém dirige bêbado e causa um acidente fatal, simplesmente por ter assumido o risco de produzir o resultado. ?Ainda não conseguimos que esse tipo de crime seja considerado doloso. Sempre os tribunais superiores entendem que não se trata de dolo eventual, mas culpa consciente?, disse. Durante o julgamento, o desembargador José Fernando Lima Souza chegou a dizer que a conduta do juiz Jesus Wilson era incompatível com a magistratura. ?Não é conduta de nenhum juiz ir para uma festa e embriagar-se?, observou. Apesar disso, em nenhum momento do julgamento desembargadores ou o representante do MP falaram em punição administrativa para o juiz Jesus Wilson. Leia mais na página A14

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