loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
terça-feira, 04/08/2026 | Ano | Nº 6281
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Saúde

GREVE DE AGENTES DE ENDEMIAS PODE REDUZIR AÇÕES DE COMBATE À DENGUE

Ouvir
Compartilhar
Os profissionais realizaram um protesto nessa terça-feira
Os profissionais realizaram um protesto nessa terça-feira -

A greve dos agentes de endemias de Maceió começou há dois dias. A categoria luta pela implantação do piso nacional e a correção da tabela dos planos de cargos e salários para a categoria. Com a paralisação por tempo indeterminado, alguns serviços oferecidos à população ficarão prejudicados. Os profissionais realizaram um protesto nessa terça-feira (11), Secretaria Municipal de Economia (Semec). Com o trabalho reduzido, serviços de combate à dengue, zika, chikungunya, leptospirose e outras doenças endêmicas estão com o mínimo de servidores trabalhando durante a paralisação dos servidores. “Além dessas doenças endêmicas, ainda temos o Programa de Saúde da Família (PSF), que acompanha idosos, hipertensos, pessoas que têm tuberculose. Infelizmente tivemos que fazer essa paralisação para cobrar o que é nosso por direito e quem acaba pagando é a população, porque podem aumentar os números de casos de dengue e a população está sujeita a pegar”, afirmou o presidente em exercício do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Alagoas (Sindacs-AL), Nelson Cordeiro. Apesar da greve, os agentes afirmam que estão assegurados a permanência de quantidade de trabalhadores destinados ao atendimento das necessidades inadiáveis da coletividade, colocando-se a entidade sindical à disposição dos gestores públicos para operacionalizar esse quantitativo mínimo, além da forma pacífica do movimento. “Esperamos que a Prefeitura venha dialogar com os trabalhadores, porque o prefeito não quer cumprir. Vamos manter o mínimo de funcionamento para não prejudicar a população em sua totalidade. Mas, não tivemos nada de concreto até agora, só vamos para quando ele (prefeito), ele mandar o PL para a Câmara de Vereadores”, disse Cordeiro. Os profissionais preparam uma série de ações que devem ocorrer nos próximos dias. “Vamos definir os encaminhamentos e as próximas atividades. Se nesse intervalo o prefeito acenar com uma posição palpável, a gente faz uma assembleia, discute com a categoria e, se eles decidirem parar, com a solução do problema, faremos isso”, finalizou. De acordo com o último dado divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Maceió registrou 10.867 casos confirmados de dengue até o início de setembro. Um aumento de 360,25% em relação ao mesmo período de 2021, que notificou 2.443. Os números também mostram um aumento dos casos confirmados de chikungunya na capital em relação ao ano passado: 4.349 em 2022 e 107 em 2021, correspondendo a um aumento de 4.116,82%. Já a zika teve 89 notificações de primeiro de janeiro a 9 de setembro. No mesmo período de 2021, ocorreram 52 casos, um aumento de 90,38%. No ano passado, três óbitos por dengue foram registrados, mas nenhum por Chikungunya e zika. Já neste ano, duas mortes por dengue e uma por Chikungunya foram registradas. A categoria aguarda a equiparação do piso nacional, conforme a Lei N° 1141/2022, de 25 de julho, em seu Art. 1°. Este determina que o vencimento dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias, ativos e inativos, fique fixado no valor de R$ 2.424,00 (dois mil, quatrocentos e vinte e quatro reais). Um aumento de cerca de 30%.

Relacionadas