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Professores de Direito da FAL pedem demiss�o em protesto contra a diretoria

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FÁTIMA ALMEIDA Protesto, manifestação pública e pedido de demissão coletiva. O dia de ontem foi movimentado na sede da Faculdade de Alagoas (FAL), no bairro do Jaraguá. Revoltados com a demissão de professores no período de provas e pelo impedimento do acesso de um deles ? o professor de Direito Adriano Nascimento ? ao prédio da Faculdade para aplicar a prova final em uma das turmas, os alunos do curso de Direito foram para a frente da escola e fecharam as ruas com um protesto, exigindo que a diretoria da instituição recuasse em sua decisão. Do lado de dentro, os professores do curso se reuniram numa espécie de conselho, avaliaram a situação e decidiram engrossar o protesto com um pedido de demissão coletiva. Pelo menos 17 haviam assinado, até a manhã de ontem o pedido para se afastarem da instituição, por suposta quebra de contrato. Na avaliação de alguns professores e alunos, as demissões feitas pela direção da FAL foram uma espécie de retaliação ao posicionamento dos professores em defesa de alunos ameaçados de expulsão, há alguns meses, por terem reclamado do aumento da mensalidade. ?Não concordamos com a atitude da faculdade; não concordamos com as demissões nem com a maneira como elas foram feitas. O critério foi político, e não de eficiência. Entendemos que foi uma retaliação por conta do posicionamento de alguns professores na mobilização dos alunos?, disse o professor de Direito Delson Lyra, procurador da República do Estado e um dos 17 demissionários. O professor Tutmés Airan, outro demissionário, disse que a faculdade rompeu o acordo feito com alunos e professores. ?A mobilização contra a expulsão de um grupo de alunos trouxe algumas conquistas: a FAL se comprometeu a só demitir ouvindo o Conselho e o processo de afastamento dos alunos foi arquivado?, disse Airan. ?No entanto, as demissões estão acontecendo sem o Conselho ser ouvido. Chegamos à conclusão de que a faculdade não nos deseja e estamos entrando com pedido de demissão coletiva. Dezessete professores já assinaram?, informou o professor. Ele deixou claro que em nenhum momento os professores desistiram do projeto pedagógico. ?Foi a faculdade que desistiu do projeto que todos defendíamos. Não há mais espaço para trabalharmos. Estamos fora?, disse Airan, anunciando que todos os professores demissionários se comprometeram a concluir as atividades letivas de 2004. Regimento interno A diretora da Faculdade, Lícia Gatto, confirmou as 12 demissões e informou que apenas a do professor Adriano não entra no contexto da avaliação acadêmica institucional. ?Ele é muito respeitado por todos nós como professor, mas não vinha se entendendo com a direção da escola?, explicou ela, negando, no entanto, que o ato tenha sido ?retaliação política?. As demais demissões, segundo a diretora, ?fazem parte do processo normal de toda empresa, que avalia o desempenho de seu quadro e faz as renovações quando necessário?.

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