Cidades
SMTT suspende licen�a de acusado de transportar droga em ve�culo escolar
FÁTIMA ALMEIDA O presidente da Associação dos Transportadores Escolares, sargento PM reformado Wellington Inácio Bezerra, preso pela Polícia Federal no último fim de semana, quando transportava 40 quilos de maconha de Delmiro Gouveia para Maceió, deve perder a permissão pública para o serviço de transporte escolar. Ontem pela manhã, o diretor operacional da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), Marcos Omena, anunciou que a licença será suspensa imediatamente, como medida administrativa, enquanto aguarda o julgamento do caso. ?Se Wellington for condenado pelo crime de tráfico de drogas, a permissão é cassada definitivamente?, explicou, lembrando que mesmo se não houvesse a medida administrativa, Wellington estaria impedido de continuar prestando o serviço de transporte escolar porque se encontra preso e o veículo recolhido na sede da Polícia Federal. A notícia do envolvimento de Wellington com o tráfico de drogas pegou a todos de surpresa na SMTT. ?Estou chocada até agora. Ele tinha uma conduta excelente, fora de qualquer suspeita, e estava sempre preocupado em capacitar a categoria para a conduta adequada no transporte de crianças e adolescentes. É uma pessoa muito dinâmica, que conseguiu levantar uma associação que praticamente não existia antes dele?, diz Heloilda Rebelo, coordenadora do setor de Transportes Especiais da SMTT, que inclui o transportes de Turistas, Escolar e de Portadores de Deficiência. Segundo ela, Wellington viajaria nesta quarta-feira para um congresso de transporte escolar em São Paulo, e estava empenhado na organização, com a SMTT, de um curso de capacitação para todos os permissionários do serviço. Ela disse ainda que Wellington participou da criação do Código Disciplinar do transporte escolar, que estabelece regras de conduta, como a proibição de fumar no veículo e de usar bermuda em serviço. Critérios rigorosos De acordo com Heloilda, a permissão para a exploração do transporte escolar é uma das modalidades com critérios mais rigorosos entre as permissões públicas. ?Se alguém comete erros ou pratica atividades ilegais, faz porque quer, e não por desconhecimento?, conclui.