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Pandemia

ALAGOAS REGISTRA UMA MORTE POR COVID-19 EM 24 HORAS, DIZ BOLETIM

Óbito confirmado pela Sesau é de uma mulher de 70 anos, que residia em Cajueiro, no interior do Estado

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Desde o início da pandemia, em 2020, o estado soma 321.302 casos confirmados de Covid-19
Desde o início da pandemia, em 2020, o estado soma 321.302 casos confirmados de Covid-19 -

Em 24 horas, Alagoas registrou mais um óbito por Covid-19. É o que mostra o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), nesta quinta-feira (13). Somente três casos foram confirmados no mesmo período. Segundo a Sesau, o óbito confirmado é de uma mulher de 70 anos, que residiam em Cajueiro, no interior do estado. Ela sofria de hipertensão arterial e câncer de mama, vindo a falecer no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA), em Maceió. Os dados do boletim mostram que, desde o início da pandemia, em 2020, o estado soma 321.302 casos confirmados e 7.128 mortes. Ainda há 714 testes em investigação epidemiológica. Pelo menos 313 mil pessoas em Alagoas finalizaram o período de isolamento social e foram consideradas como recuperadas da doença. Mais de 557 mil casos foram descartados. Nesta quinta-feira (13), a Internacional de Serviços Públicos (PSI) divulgou uma pesquisa revelando que ao menos 4.500 profissionais da saúde morreram em decorrência da Covid-19 no Brasil nos primeiros dois anos de pandemia. A maioria das vítimas eram auxiliares e técnicos de enfermagem e estima-se que dois terços delas não tinham carteira assinada. A pesquisa foi encomendada ao estúdio de inteligência de dados Lagom Data pela Internacional de Serviços Públicos, federação sindical global que representa mais de 700 sindicatos em 154 países, e baseia-se no cruzamento de dados do Ministério da Saúde e Ministério do Trabalho e Previdência. Foi divulgado também o episódio brasileiro da série documental “Behind the Mask” (por trás da máscara, em português), sobre o impacto das decisões políticas e da corrupção no enfrentamento à crise sanitária. De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos trabalhadores da saúde que morreram eram auxiliares e técnicos de enfermagem, 25%, enfermeiros, e 5%, médicos. Ao todo, 80% dos profissionais eram mulheres, maioria em atuação na área. No documento Perfil da Enfermagem no Brasil, divulgado pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), em 2016, o país possuía 1.389.823 auxiliares e técnicos de enfermagem, sendo 85% do sexo feminino. Na época, havia 414.712 enfermeiros, sendo 86% mulheres. A pesquisa mostra ainda que, em 2020, quando os profissionais chegaram a atuar sem equipamentos de proteção adequados e ainda não havia vacina disponível contra a doença, o país registrou o dobro de mortes de trabalhadores da saúde em relação à média dos dois anos anteriores. “Em 2021, quando o descaso do governo e a pressão pela reabertura levaram o Brasil aos piores índices de mortalidade, profissionais da saúde tiveram prioridade na vacinação e, com isso, a sua mortalidade começou a cair três meses antes do restante das profissões”, afirma o estudo, divulgado em caráter preliminar. Presidente da CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde), Valdirlei Castagna lembra que, além das mortes, muitos profissionais da saúde permanecem com sequelas. “Eles ficaram com medo de contrair o vírus e transmiti-lo para seus familiares. Tivemos pessoas que deixaram de ir para casa por causa desse receio e ficaram isoladas da família. Isso tudo levou a danos psicológicos muito grandes.”

Marcello Netto, coordenador global de comunicação da PSI, também enfatiza as consequências da pandemia. “Temos notícias de profissionais traumatizados, pois muitos levaram as doenças para famílias e amigos, e sem equipes suficientes até hoje. E também de órfãos e dependentes sem amparo até hoje. Salvaram vidas e deixaram famílias, morreram por isso e suas famílias seguem desamparadas”, critica. As informações são da Folhapress.

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