Cidades
Eles chegaram a engatilhar o rev�lver
O comerciante José Rufino dos Santos ainda se emociona ao relatar o drama vivido há cerca de 15 dias, quando os bandidos o assaltaram no mercadinho que ocupa uma sala da casa onde mora, no bairro de Taperaguá, região central de Marechal Deodoro. Ele estava na calçada, com a esposa, quando dois homens chegaram e pediram cigarros. ?Quando entrei e me virei para atender, já me deparei com uma arma encostada na minha cabeça. Pegaram todo o apurado, alguns maços de cigarros, uma cartela de isqueiros e saíram pela rua?, relata. Ele diz que a ação foi silenciosa, mas muito agressiva. ?Eles falam de maneira grosseira e chegaram a engatilhar o revólver. Eu mandei minha mulher correr e pedi por tudo que eles não fizessem nada contra a minha família. São momentos de muita tensão. Nunca sabemos do que eles são capazes. Eu só pensava que ia morrer, e no que podia acontecer com minha mulher e minha filha?, diz o comerciante, demonstrando alívio pela prisão efetuada. O comerciante João César é um dos mais antigos estabelecidos no Francês e acompanhou todo o processo de evolução do bairro, inclusive o crescimento da violência. ?O bairro ganhou porte de cidade, mas não evoluiu em estrutura, como segurança. Algumas ruas são muito esquisitas e ninguém se arrisca a andar sozinho à noite?, diz ele. O distrito tem uma delegacia e uma viatura policial, mas na sua opinião isso é insuficiente para a demanda. João César foi também uma das primeiras pessoas a adotar, por conta própria, algumas medidas de segurança. Cercou o mercadinho com grades e mantém um cão de guarda, treinado para atacar em determinadas situações. (FA)