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Devotos levam oferendas a Iemanj�
FÁBIA ASSUMPÇÃO Há 17 anos, o pai-de-santo Alex de Xangô, que mora em Arapiraca, vem a Maceió no dia 8 de dezembro, para prestar homenagens a Iemanjá jogando oferendas nas águas do mar de Pajuçara. Como ele, centenas de adeptos do candomblé e da umbanda repetiram esse ritual ontem, durante todo o dia, em diversas praias da cidade. Com cânticos, danças e oferendas, os grupos de terreiros da capital, do interior e até de outros estados agradeceram à Rainha do Mar pelas conquistas e alegrias do ano. Quem vinha de longe, chegava de ônibus e trazia na bagagem, além das oferendas, comida e muita água para enfrentar o calor de mais de 30 graus em Maceió. Entre as oferendas estavam flores, perfumes, bebidas e, em alguns casos, até animais e aves vivas. Para Alex de Xangô, o dia era de alegria. ?É um dia de agradecimento pelo ano de vitórias?, afirmou o babalorixá, que desde os 10 anos professa sua fé no candomblé. Ele diz que foi levado à religião por causa de uma doença que o deixou cego. ?Foi no terreiro da Ialorixá Judite, aqui em Maceió, que depois de pedidos de orações, os orixás me perdoaram e tive a minha visão de volta?. Desde então, Alex nunca mais deixou de freqüentar um terreiro de candomblé e há 19 anos se tornou pai-de-santo (babalorixá). O pedreiro Manoel Rodrigues não freqüenta terreiros de umbanda e candomblé, mas todos os anos sai de casa, no bairro do Farol, para ir à Pajuçara ver as homenagens a Iemanjá. Muitas pessoas prestam homenagens a Iemanjá fazendo orações ou jogando flores e perfumes nas águas. Algumas oferendas são levadas ao mar em jangadas e barcos, enquanto na areia da praia várias pessoas fazem orações e dançam ao som dos atabaques.