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PANDEMIA ELEVA PROCURA POR REFORÇO ESCOLAR EM ALAGOAS

Psicóloga lembra que as escolas tiveram que se desdobrar durante a pandemia para tentar levar a educação através da forma remota

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A professora Roberta Lima diz que pais procuram alguém para rotina de estudos dos filhos
A professora Roberta Lima diz que pais procuram alguém para rotina de estudos dos filhos -

A procura pelo reforço escolar – modalidade adotada há anos – aumentou durante a pandemia de Covid-19, especialmente a busca pela forma online. Falam sobre essa forma de ensinar e aprender a professora Roberta Lima, que dá aulas de alfabetização, português e matemática, além da psicóloga escolar Ana Paula Sarmento Moura. “A vantagem para as crianças é de manter uma rotina de estudos e ter alguém para auxiliar nas dificuldades de algumas disciplinas que por vezes não conseguem tirar dentro da sala de aula”, explica Roberta, que ensina presencialmente e de forma remota. “Tenho mais alunos da forma online. Alguns pais e responsáveis enxergam essa modalidade como uma alternativa para facilitar a flexibilidade, tendo em vista que a criança não precisa sair de casa para estudar”, reforço. Na avaliação da professora, os pais procuram alguém para organizar a rotina de estudos dos filhos, dificuldades em disciplinas específicas e auxílio no processo de alfabetização. Roberta Lima oferece apoio pedagógico em domicílio para crianças que estão na educação infantil, acompanhando nas atividades de casa e desenvolvendo a consciência fonológica das crianças, para chegarem no 1° ano com habilidades bem desenvolvidas tendo como objetivo facilitar o processo de alfabetização. “Em 2020 a gente imaginou nos primeiros momentos que a pandemia seria uma coisa muito rápida, mas as escolas se movimentaram para atender a demanda que foi trazida. E aí os alunos que até então trabalhavam com o universo virtual para diversão, para um lazer, para uma pesquisa, tiveram que assumir essa questão virtual de uma forma muito mais intensa. Uma vivência totalmente diferente para todo mundo, para as escolas, para os alunos, para os professores e para os próprios pais, que também sentiram dificuldade em como acompanhar os filhos naquele desenvolvimento”, lembra Ana Paula, psicóloga escolar do Colégio Santíssimo Senhor.

A psicóloga lembra que as escolas tiveram que se desdobrar durante a pandemia para tentar levar a educação através da forma remota para os alunos para que não tivessem prejuízo. “Porém, o aprendizado inevitavelmente não aconteceu como deveria acontecer. Muitos alunos não se adaptaram ao sistema de aula remota. Eles sentiam falta principalmente da interação, dessa troca de experiência, do contato direto com o professor. É uma ferramenta nova e uma sistemática nova para a gente aprender”, destaca.

“Em contrapartida, alguns poucos alunos conseguiram se adaptar bem. Como eu costumo dizer: cada ano letivo é como se a gente tivesse uma mala e fizesse uma viagem desse ano letivo. E a gente vai trazendo os conteúdos adquiridos e botando nessa bagagem que a gente vai carregar durante toda a vida da gente. Com a pandemia a gente não conseguia captar esses conteúdos devidamente e alguns alunos não preencheram as suas bagagens como esperado, e aí as necessidades começaram a eclodir”, afirma a psicóloga.

De acordo com Ana Paula, no segundo ano da pandemia, quando as escolas entraram com o processo híbrido várias situações foram geradas. Os alunos achavam, entenderam na verdade, que a aula remota seria mais fácil de a gente responder as provas e que isso seria o suficiente para a gente passar de ano. “A busca pelo reforço é importante? sim. A pandemia trouxe prejuízo? sim. A escola tem um papel importante? tem. A gente vai desenvolvendo, vai tentando buscar, mas tem que ser um trabalho em parceria, escola e família junto com o aluno, para que esse resultado floresça. A gente identifica aquela dificuldade e a gente tenta puxar um pouco para esse contexto, mas cada aluno vivenciou essa pandemia de uma forma. Alguns conseguiram, alguns estão conseguindo correr atrás, alguns a gente está percebendo ainda uma recuperação do seu rendimento, mas ele já saiu dessa zona de se sentir tão prejudicado na pandemia e está dando uma resposta, buscando caminhos diferentes. Infelizmente, alguns ainda estão carregando essa dificuldade de uma forma mais intensa. A escolha assertiva e em parceria com o professor, de reforço junto com a família, junto com o aluno é fundamental para que ele possa reverter ou diminuir essa dificuldade daqui pra frente”, finaliza a psicóloga.

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