Cidades
Na pris�o, medo e dengue hemorr�gica
Sobre o tempo em que passou preso no Cirydião Durval, Leandro Ferro disse que foram dias de muito sofrimento, medo e reflexão. ?Pedi muito a Deus que me perdoasse pelo que fiz?, contou. Na prisão, ele contraiu dengue hemorrágica e passou um tempo ? cerca de 40 dias ? hospitalizado. Leandro lembrou ainda que, durante todo o tempo em que esteve preso, nunca foi abandonado pelos pais. ?Eles sofreram mais que eu. Isso tudo marcou muito a eles também?, disse. Quanto ao futuro, Leandro Ferro disse que ainda está ?meio fora do ar?, mas pretende voltar a estudar e ter uma vida mais voltada para a família. ?Não quero mais freqüentar esses lugares. Evitarei shows e todo local onde haja violência. Tenho que reformular toda a minha vida para saber o que vai ser de mim a partir de agora?. Ao lado do filho durante todo o tempo, o médico Urânio Ferro diz ter pedido para que Leandro tome todo cuidado a partir de agora, já que está em liberdade provisória. ?Eu o visitei quase todos os dias. Estava sempre ao lado dele, animando, mostrando que esse período passaria?, lembra. O pai diz não concordar com o que aconteceu, mas apela para que a sociedade entenda que as cenas mostradas foram editadas e não retratam o que realmente aconteceu naquela noite. ?Foi uma atitude momentânea. Foram cinco segundos que transformaram a vida dele. Meu filho não tem histórico de violência?, observa. Apesar do habeas corpus concedido por unanimidade pelo STJ, Leandro Ferro ainda poderá ser levado a júri popular por acusação de tentativa de homicídio. O advogado Raimundo Palmeira, no entanto, acredita que o fato de a perícia ter comprovado que as imagens foram editadas, tira a validade da única prova existente nos autos.