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Leleco admite agress�o e se diz arrependido

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LUIZA BARREIROS Arrependido e com vontade de refazer a vida. É assim que o estudante Leandro Albuquerque Ferro, 21 anos, disse estar se sentindo depois dos 113 dias que passou preso por envolvimento na agressão ao estudante Klébson Silva, há quatro meses, na casa de shows Uau, em Jaraguá. ?Estou arrependido por ter ido àquele lugar superlotado e sem segurança e por ter me envolvido naquela confusão. Peço desculpas ao Klébson, à mãe dele e à família dele?, disse. ?Jamais tive a intenção de matar alguém. Não teria coragem de tirar a vida de um ser humano?, assegurou. No primeiro dia livre ? graças ao habeas corpus concedido na terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) ?, ?Leleco? contou à GAZETA sua versão sobre o que aconteceu na noite em que ele e os outros dois acusados ? o professor de jiu jítsu Charles Alexandre França, o Charlão, e Paulo Henrique Gouveia ? foram flagrados pelas câmaras da Uau agredindo Klébson Silva. Leandro é o que aparece no final, recuando com os punhos em posição de luta e depois chutando Klébson Silva, já caído no chão. ?Estava conversando com uma garota e não vi quando o Charlão estava brigando. Só vi as cenas depois, pela TV. Recebi uma lata de cerveja na cabeça e depois só vi umas 10 a 15 pessoas vindo para cima de mim. Reagi às agressões. Não sabia o que estava acontecendo, foi tudo muito rápido?, lembra. Ele contou ter chegado em casa arranhado e que disse à mãe ter se machucado numa queda de moto. Leandro disse que assistiu às imagens exibidas pela TV e reconheceu que as cenas são chocantes. Porém, ele alega que a fita foi editada (algumas cenas foram cortadas) ?de forma tendenciosa para incriminar? ele e os outros dois acusados. Ele contou que no dia da briga na Uau tinha passado a tarde com Charlão e Gouveia, numa despedida, já que na semana seguinte viajaria para o Rio de Janeiro, para cursar faculdade de Administração Financeira. ?Fui em casa, troquei de roupa e encontrei com eles lá [na Uau]. O Gouveia foi com a esposa. O Charlão é um lutador profissional, conheço os dois há sete anos, são pessoas equilibradas e ninguém tinha ido lá para brigar?, afirmou.

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