Comércio
FEIRANTES APOSTAM EM ENTREGAS A DOMICÍLIO PARA AQUECER VENDAS
A tecnologia se tornou uma aliada dos feirantes que comercializam nas feiras livres localizadas na cidade
A tecnologia se tornou uma aliada dos feirantes que comercializam nas feiras livres localizadas em vários bairros de Maceió. A relação entre os comerciantes e a clientela ficou ainda mais intensa graças aos novos serviços oferecidos, como o delivery e os pedidos de entrega por meio do WhatsApp e pelas redes sociais. Em alguns estabelecimentos, essa modalidade chega a ser equivalente a 90% das vendas.
Aliada às boas novas da internet, a comerciante Micilene Pereira, de 44 anos, dona da Barraca da Economia, que fica na feira livre da Jatiúca, próximo à subestação, já trabalhava com o delivery antes mesmo da pandemia. Ela conta que há 10 anos, quando começou no negócio, viu na entrega à domicílio uma oportunidade de incrementar as vendas.
“Há mais de dez anos usamos esse método de vendas. Começou por telefone, depois WhatsApp e agora também recebemos pedidos por nossa página no Instagram. As redes sociais vieram para somar”, afirma.
A pandemia do novo coronavírus prejudicou muitos comerciantes e com Micilene não foi diferente. Apesar da queda nas vendas presenciais, ela garante que os clientes fiéis nunca deixaram de comprar frutas e verduras com ela.
“Com a pandemia, as entregas se multiplicaram, muitas pessoas não podiam sair de casa e passaram a pedir mais. Hoje o delivery faz parte da vida do comerciante, se não tiver, ele fica para trás”, ressalta.
VANTAGENS
O surgimento de grandes redes de supermercados causou um grande impacto aos novos comerciantes. Somente no último mês, uma rede varejista inaugurou dois estabelecimentos nos bairros da Serraria e do Trapiche da Barra. No entanto, para alguns clientes ainda é mais vantajoso adquirir produtos diretos dos feirantes. A comerciante Micilene explica o porquê. “No supermercado tem a desvantagem de receber a mercadoria uma vez por semana e deixa o produto armazenado numa câmara fria. Na feira pode até ser um pouco mais caro que o varejo, mas é um produto novo, que é abastecido todos os dias, além de ter a negociação direta com o vendedor. Fazemos tudo pelo cliente, o que não pode é sair sem a mercadoria”, disse. A dona de casa Luciene Silva é daquelas que vai ao mercado para comprar hortifruti toda semana. Ela conta que acha mais vantajoso e saudável adquirir o produto nas feiras livres. “Aqui eu negocio, pechincho de verdade e sempre acabo levando mais do que vim comprar. Esse contato direto com o vendedor é importante e a gente se sente bem. Eu compro aqui há muito anos e também faço pedidos para entregar em casa, é prático”, afirmou.
REDES SOCIAIS
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Hoje em dia todo mundo tem um celular e acesso às redes sociais. A tecnologia é aliada das vendas na Barraca da Economia. Com mais de 18 mil seguidores no Instagram, o negócio é um sucesso. Diariamente a rede social é abastecida de vários produtos oferecidos no mercado. A ideia da Micilene deu muito certo. “O Instagram ajuda muito a divulgar minhas mercadorias. Nos finais de semana eu posto mais porque quando as pessoas estão em casa, têm mais tempo para acessar as redes sociais. Oferecemos praticidade e produtos de qualidade. Tenho clientes de muitos anos, que passaram de geração para geração”. O boca a boca também não saiu de moda. “Os clientes vêm aqui e saem divulgando os produtos. Tem clientes que estão viajando e ligam para eu entregar os produtos nas casas deles. Um cliente estava nos EUA e eu entreguei a mercadoria na casa dele”. As facilidades de pagamento por meio do PIX também se tornaram aliados importantíssimos. “Aceitamos PIX, cartão, transferência. O cliente de casa mesmo pode pagar pela mercadoria e nós entregamos”, finalizou. Por outro lado, a Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes) está intensificando manutenções, reparos e melhorias diversas nos equipamentos públicos de comercialização, como feiras, mercados, Centro Pesqueiro e Shopping Popular. A intenção é dar suporte aos permissionários para que tenham um ambiente de trabalho que possa atrair os cada vez mais consumidores.
A Semtabes entende que a estratégia de comercializar usando a internet se intensificou durante a pandemia. Nas feiras livres e mercados públicos, locais tradicionais de comercialização “corpo a corpo”, os feirantes tiveram que inovar e se modernizar, mas a pasta está atenta ao retorno dos consumidores para os espaços de compra físicos. O papel da Prefeitura é garantir que os comerciantes e clientes consigam ter as melhores experiências nestes locais.