Cidades
Medida causa estranheza
A assessora jurídica da Secretária de Saúde, Socorro Castelo Branco, informou que os computadores recolhidos estavam sendo usados nos trabalhados da secretaria. Segundo ela, nenhuma máquina teria passado por qualquer tipo de limpeza nos últimos meses. ?Os computadores estavam sendo usados normalmente pelos funcionários da secretaria. A nossa surpresa foi a Polícia Federal só agir agora, quando o Ministério Público já está conseguindo a devolução dos recursos desviados?, disse ela. A operação da Polícia Federal ? em cumprimento ao mandado de busca e apreensão ? teve início, na prática, após uma breve reunião com os representantes da assessoria jurídica e do setor administrativo, além do pessoal da Central de Processamento de Dados (CPD) da Secretaria de Saúde. Com o recolhimento das máquinas, alguns setores ? como o de contabilidade ? tiveram suas atividades prejudicadas, já que as máquinas possuem dados importantes para o funcionamento da secretaria. ?Amanhã [hoje] é o dia em que nós recebemos a primeira parcela do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e precisamos de dados existentes nos computadores apreendidos para efetuar o pagamento de fornecedores, entre outras ações do funcionamento administrativo da secretaria?, disse Álvaro Machado. Ele acrescentou ainda que a Secretaria de Saúde tem até o dia 17 próximo para também enviar ao Sistema Integrado de Administração Financeira para estados e Municípios (Siafem) o balanço do ano de 2004. ?Estávamos trabalhando em ritmo acelerado para que pudéssemos entregar este material em tempo hábil. O trabalho será prejudicado?, disse o secretário, lembrando que sem o envio de dados para o Siafem, alguns empenhos na área de Saúde poderão deixar de ser feitos. Os computadores recolhidos foram levados (lacrados) para a sede da Superintendência da Polícia Federal, em Jaraguá, onde seriam periciados. O delegado federal responsável pela investigação, Arivaldo Marques, não quis se pronunciar sobre a operação da PF. Já o superintendente da PF, Rogério Cota, ao ser procurado pela GAZETA, limitou-se a informar que as investigações sobre o caso correm ?em segredo de Justiça?.