Refúgio
‘POLÍTICA DO ACOLHIMENTO TEM QUE TOMAR OUTRO CAMINHO’
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“A política de acolhimento tem que tomar outro caminho, porque o que está não está trazendo respostas. A gente não quer só comer alimento, depois dormir, comer, dormir. Não dá. Por isso que a ideia de criar uma associação. Penso que a gente não pode repetir a experiência da região Norte, que é falida. A gente pensa assim: fazer projeto, para terreno próprio, para que cada família tenha a própria casa, para plantar alguma coisa. A gente precisa disso. A gente não pode ficar em abrigo sempre”.
ACOLHIMENTO
O acolhimento à Casa de Ranquines ocorre por meio de uma parceria entre governo federal, estadual e municipal, explica o frei Vicente. Isso ocorre, devido à necessidade de haver um ambiente específico para eles. “Agora, com essa quantidade de venezuelanos que vieram, pela nossa constituição, precisaríamos de um local para ele, até pela questão de respeito à cultura deles, que é diferente e às vezes são alvos de chacota, brincadeiras e o ambiente acaba ficando um pouco hostil para eles. Então por isso a necessidade de ter uma casa só para eles”, explica o frei. Na casa, crianças brincam, jogam videogame, aprendem o alfabeto, ensinado por Aníbal, como reforço ao horário escolar. As crianças que estão aptas a estudar, segundo o frei Vicente, já estão matriculadas na rede municipal de ensino de Maceió. “A convivência deles é muito boa. Eles são muito respeitosos. A gente está começando os trabalhos. É um um dia após o outro”, relata o frei que acrescenta: “No momento o que eles pedem? Trabalho. Querem trabalhar. Gostam muito da pesca, são bons pescadores e têm experiências na prática de construção civil: serventes, pedreiros. Eles pedem muito isso”, afirma.