Cidades
FATORES GENÉTICOS E AMBIENTAIS CONTRIBUEM PARA ADOECIMENTO
Devido à pandemia a sociedade se deparou de forma abrupta com medo do desconhecido, sendo obrigada a conviver com a incerteza
Para a psicóloga Antonísia Ribeiro, os fatores genéticos, hereditários, ambientais e o estresse também têm correlação com o adoecimento psíquico. “Muitos autores destacaram os fatores de risco para esses transtornos estarem correlacionados com os cuidados maternos e paternos inadequados, viver em meio a conflitos conjugais, comportamento agressivo e violento por parte dos pais ou demais familiares, ter familiares com problemas de saúde mental (hereditariedade) residir em áreas urbanas de baixo nível socioeconômico. Na população mais idosa percebemos uma crescente referente a prevalência transtornos neurocognitivos , assim como também dos transtornos neurodegenerativos nas pessoas com menos idade”, explica.
A Gazeta pergunta a psicóloga quais os principais transtornos mentais têm atendido nos últimos meses. “Devido à pandemia a sociedade se deparou de forma abrupta com medo do desconhecido, sendo obrigada a conviver com a incerteza, o uso de máscaras, o distanciamento das pessoas. E a preocupação com os familiares mais próximos, em especial os mais idosos, fizeram com que muitas pessoas, que já tinham predisposição para ansiedade e depressão, perdessem o controle da situação e se vissem diagnosticadas com essa doença”, diz.
Já a médica psiquiatra Tainá Carvalho reforça as citações das profissionais da área da saúde e lembra que as pessoas estão se dando mais conta de como o adoecimento psíquico impacta nos seus cotidianos, como também sobre o quanto é significativo um espaço para o cuidado. E isso se dá através de experiências próprias, como também por cada um visualizar em coletividade. “Percebo uma grande procura relacionada ao espectro ansioso, envolvendo a lida com o contexto social, econômico e político, além de questões relacionadas aos sintomas depressivos e ao luto”, finaliza.