Cidades
FAO e governo alem�o d�o apoio a projeto-piloto em favela
A maioria das mais de duas mil famílias que vivem na Favela Sururu de Capote, no Dique-Estrada, não tem renda fixa e se alimenta do que cata no lixo. Grande parte das crianças está fora da escola. Esses são dados preliminares de uma pesquisa que está sendo realizada pela Ação Brasileira para Nutrição e Direitos Humanos (Abrandh), que desenvolve um projeto-piloto na favela, financiado pela Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) com apoio do governo alemão. Ontem de manhã, representantes do governo alemão e da FAO foram à favela pela primeira vez desde que o projeto teve início, há dois meses, e viram a realidade dos moradores da Sururu de Capote. A representante do governo alemã, Christine Decker, disse que ficou impressionada com a situação de miséria absoluta em que vivem os moradores da favela. Na Capela Santa Maria Paulina, no centro da favela, Christine Decker, o nutricionista alemão Hans Schoeneberger e o representante da FAO, o economista Frank Mischler, tiveram oportunidade de conversar com os moradores da favela. Hans, que fala espanhol e entende algumas palavras em português, explicou que o governo alemão vai capacitar as famílias para que elas possam melhorar suas condições de vida. Não haverá apoio financeiro ou liberação de cestas básicas. ?A partir do resultado da pesquisa, a FAO vai passar a cobrar do governo brasileiro o cumprimento das metas estabelecidas por tratados assinados com a ONU?, afirmou o coordenador da Abrandh em Alagoas, Narciso Fernandes. (F.A)