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Mortes violentas crescem no Estado

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De acordo com o relatório do Unicef, apenas 21% da população do Estado é atendida por rede de esgoto. Apesar de 72,4% terem acesso à coleta do lixo, esse também é um dos piores índices do país. Só 59,3% da população alagoana tem acesso a água encanada. O índice de mortes de crianças e adolescentes por causas violentas em Alagoas também é o maior do Nordeste: 7%. Apesar disso, quando esse índice é relacionado apenas às capitais, Recife sai na frente, seguido por São Paulo e Rio de Janeiro. O relatório do Unicef aponta que 14 mil adolescentes no Brasil, entre 12 e 19 anos, foram mortos por causas violentas em 2002 (trânsito, homicídios ou suicídios). A taxa de analfabetismo do Estado é de 31,18% e apenas 30,92% têm mais de um ano de escolaridade. A taxa de escolaridade com 5 anos ou mais chega a 70,4%. Segundo a consultora do Unicef, Jane Alcântara, o Estado tem uma das mais altas taxas de crescimento do Nordeste, de 1,08%, e também em densidade demográfica (número de habitantes por quilômetro quadrado), que é de 101,84. Esses dados, afirma a consultora da Unicef, acabam se refletindo nas péssimas condições sociais da maioria da população, onde 49,7% têm renda mensal de até um salário mínimo. Jane Alcântara ressalta que, apesar de Alagoas ainda ostentar os piores índices sociais, o governo do Estado vem cumprindo seu papel para reverter essa situação. Mas reforça que ainda há muita coisa por fazer para reverter os péssimos indicadores. ?Os dados apresentados pelo Unicef mostram que é preciso mais investimentos na áreas ambiental, de saúde e educação, para reverter o quadro de miséria em que vive a maioria da população?, afirmou. (F.A)

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